Equipas

Dealema

Em março de 2025, depois de doze anos sem material novo, os Dealema publicaram um single. Chamava-se "Doutros Tempos" e foi gravado da forma mais natural possível: cada membro escreveu o seu verso sem combinar temas com os outros, e quando se juntaram para montar a faixa, tudo encaixou. Como se o tempo não tivesse passado – ou como se tivesse passado exatamente o suficiente.

by Olivia Sousa

Conteúdo
Os membros do grupo de hip-hop português Dealema numa foto promocional de 2026

O grupo de Porto comemorou os 30 anos de carreira com o álbum “96 ao Infinito” e um concerto esgotado no Coliseu do Porto

Ninguém esperava que o regresso fosse assim. O último álbum tinha saído em 2013 e, entretanto, os cinco membros do coletivo andaram pelos seus caminhos individuais. Projetos a solo, colaborações, atuações pontuais. Mas a banda nunca se desfez formalmente – simplesmente não havia disco porque o disco ainda não estava pronto. Quando finalmente estava, chegou com força: um single em março, outro em junho, um terceiro no outono, e um concerto para celebrar os 30 anos que esgotou o Coliseu do Porto Ageas meses antes de acontecer.

Esta é a história de como se mantiveram relevantes durante três décadas sem comprometer uma única vírgula do que são.

Característica

Detalhe

Nome artístico

Dealema

Formação

1996

Origem

Porto e Vila Nova de Gaia

Membros

Mundo Segundo, DJ Guze, Fuse, Expeão, Maze

Género

Hip-hop, rap alternativo, hardcore

Discografia

1 EP + 5 álbuns de estúdio

Último álbum

96 ao Infinito (2026)

Produtora/Agência

Independente (MediaSounds para concertos)

Website

dealema.pt

Instagram

@dealema

Spotify

Dealema no Spotify

Contacto booking

Via dealema.pt/contactos

Influências declaradas

Mobb Deep, Wu-Tang Clan, Nas

Principais colaborações

Nach, Emicida, Dino d'Santiago, Manel Cruz, Marta Ren, Kid MC

Língua

Português

Primeiro single de regresso

“Doutros Tempos” (março de 2025)

Concerto de destaque

Coliseu Porto Ageas, 20 de fevereiro de 2026 (esgotado)

Anos de atividade

1996 – presente (30 anos)

Reconhecimento crítico

Referência nacional do hip-hop; cobertura em Ípsilon (Público) e SÁBADO

Modelo de negócio

Independente; auto-produção e distribuição digital

Dealema – Doutros Tempos

Quem são os Dealema e de onde vêm

A história começa com dois grupos separados que se cruzaram no eixo Porto – Vila Nova de Gaia. O Factor X juntava Mundo Segundo e DJ Guze. O Fullashit tinha Fuse e Expeão. Os quatro encontraram-se e descobriram que faziam sentido juntos – mas faltava um quinto elemento. Esse elemento era Maze. Com os cinco reunidos, os Dealema ganharam a formação que mantêm até hoje, sem alterações.

É um pormenor que não passa despercebido: trinta anos, a mesma formação. No mundo do hip-hop, onde as ruturas internas são tão comuns quanto os álbuns, isso é uma raridade que precisa de explicação. A resposta que os próprios dão é sempre a mesma – amizade genuína, respeito mútuo e uma visão partilhada sobre o que a música deve ser.

Todos os membros são também produtores. Não há uma divisão rígida entre quem escreve, quem rima e quem produz os beats. Essa porosidade criativa é parte do que torna o som dos Dealema tão coeso ao longo de álbuns e décadas diferentes.

A discografia que construiu uma geração

Para entender o que representa o regresso dos Dealema em 2026, é preciso perceber o peso de cada disco que os trouxe até aqui. Não foram muitos álbuns – cinco ao longo de trinta anos – mas cada um marcou um momento distinto na história do rap nacional.

Dealema – A Cena Toda

De 1996 ao primeiro álbum que mudou tudo

O EP Expresso do Submundo, lançado em 1996, foi o ponto de partida. Autopublicado, chegou ao público sem a estrutura de uma editora por detrás, circulando entre quem estava atento ao que crescia no underground portuense. Foi reeditado em cassete em 2018 – uma prenda para os fãs que nunca tinham tido acesso ao formato original.

Sete anos depois, em 2003, chegou o álbum homónimo Dealema, editado pela Norte-Sul. Com temas como "A Cena Toda" e "Talento Clandestino", o disco arrebatou crítica e público e transformou o coletivo numa referência nacional. Os Dealema tornaram-se capa de revistas, passaram a estar presentes nos maiores festivais portugueses e provaram que o rap em português, feito a partir do Porto, podia competir com qualquer coisa que viesse de fora.

Dealema – Talento clandestino

V Império e a consolidação do estatuto

V Império, lançado de forma independente em 2008, é considerado por muitos o álbum que solidificou o Porto como capital do hip-hop português. Faixas como "Sala 101" e "Escola dos 90" ficaram na memória de toda uma geração que cresceu a ouvir rap em língua portuguesa. A qualidade da produção e a densidade lírica colocaram os Dealema num patamar que poucos coletivos nacionais conseguiram alcançar.

Em 2010, o EP Arte de Viver chegou no âmbito do projeto Optimus Discos – iniciativa conduzida por Henrique Amaro, então diretor artístico de um projeto da Antena 3 focado em talento português.

Dealema – Sala 101

Alvorada da Alma e os doze anos de silêncio

Alvorada da Alma, de 2013, foi o disco mais ambicioso até à data: 17 faixas, 12 colaborações, e uma abertura sonora que incorporou r&b, soul e funk sem perder a identidade do coletivo. Teve o single "Bom Dia" – o tema com mais airplay da história dos Dealema – e contou com nomes como Emicida, Manel Cruz, Marta Ren, Dino d'Santiago, NBC e Nach. A crítica foi unânime: o Ípsilon do Público chamou-lhe "hip-hop à antiga, assente nos sons clássicos que lhe deram origem – soul, funk, rnb – a servirem rimas meticulosas, cada sílaba no sítio certo". A SÁBADO afirmou que "é um disco capaz de converter novos seguidores ao hip-hop. Melhor é impossível."

Dealema c/ Ace – Bom Dia

Depois disso, vieram doze anos de silêncio coletivo. Não de desaparecimento – os cinco continuaram a atuar, a editar trabalho a solo e em colaboração – mas de ausência enquanto grupo de estúdio. Quando Expeão explicou o porquê, em entrevista de 2025, foi direto:

Se forçássemos, não ia sair aquilo que está a sair agora. Precisávamos de viver outras experiências de vida para voltar na altura certa com a mesma essência.

O regresso que o hip-hop nacional estava à espera

Quando "Doutros Tempos" chegou em março de 2025, foi recebida como o que era: não um produto calculado para alimentar hype antes de um concerto, mas uma faixa que soava a Dealema de princípio a fim. Raw, densa, com samples de recorte clássico e a lírica intervencionista que sempre os distinguiu. Cada membro tinha escrito o seu verso de forma independente, sem combinar temas – e quando se juntaram, a faixa fez sentido sozinha.

Dealema – O Sangue

O segundo single, O Sangue, saiu a 10 de junho – Dia de Portugal. O videoclip foi filmado na histórica Livraria Moreira da Costa, no Porto, e a escolha não foi acidental. Como Maze explicou à época, a música simboliza "a nossa total entrega à arte de viver, à palavra, à nossa essência há quase 30 anos – o sangue é a família." Em termos sónicos, o tema regressa ao rap mais cru e pesado, com referências ao Wu-Tang Clan e à ética do underground portuense dos anos noventa.

O Teu Momento, com a participação de Bezegol, completou o trio de singles de avanço – e preparou o terreno para o que estava para chegar.

Dealema feat. Bezegol – O Teu Momento

O álbum que fechou o círculo dos 30 anos

Lançado a 13 de fevereiro de 2026, 96 ao Infinito é o quinto álbum de estúdio dos Dealema e o primeiro em treze anos. Dez faixas, cinco convidados, e uma declaração de intenções que está logo no título: 1996 como ponto de partida, o infinito como horizonte.

Os convidados dividem-se entre companheiros de longa data – Ace e Manel Cruz, ambos já presentes em trabalhos anteriores – e colaborações que, nas palavras de Maze, o grupo "queria há muito tempo e ainda não tinha sido possível": Bezegol, David Cruz e Zacky Man. Não são presenças decorativas, mas encontros com historial e significado.

A faixa "96 ao Infinito", com David Cruz, funciona como manifesto. "HIP HOP", com Ace, é declaração de pertença. "Beijos e Balas", com Manel Cruz, revisita a capacidade que sempre tiveram de misturar dureza e ternura numa mesma faixa. O disco está disponível em todas as plataformas digitais.

Dealema feat Manel Cruz – Beijos e Balas

O Porto é uma cidade que celebra os seus com fidelidade – e os Dealema são, acima de qualquer coisa, uma banda desta cidade. A sua história está ligada à do eixo Porto-Gaia tanto quanto está ligada ao hip-hop português em geral. É essa raiz geográfica e cultural que torna o concerto no Coliseu algo mais do que um espetáculo: é um ato de pertença. Artistas como Dino d'Santiago, que colaborou com os Dealema em Alvorada da Alma, representam bem a forma como esta cena musical do norte de Portugal tem projetado os seus para além-fronteiras.

Dealema Coliseu Porto: o concerto que esgotou antes do lineup

Esgotado no concerto dos Dealema no Porto

Os bilhetes para o concerto de 20 de fevereiro de 2026 esgotaram muito antes do anúncio do alinhamento completo

O anúncio do concerto de 20 de fevereiro de 2026 no Coliseu Porto Ageas aconteceu meses antes da data – e os bilhetes esgotaram muito antes de o alinhamento detalhado ser divulgado. É o tipo de confiança que só existe quando uma banda tem décadas de reputação construída com consistência.

Nas palavras de Mundo Segundo:

Achámos que fazia sentido assinalarmos este marco histórico numa sala igualmente mítica da cidade do Porto. O nosso último lançamento foi em 2013 e sentimos uma necessidade sincera de regressar com algo especial tanto para nós como para todos aqueles que nos seguem ao longo destas três últimas décadas.

O espetáculo foi concebido como uma revisita à discografia completa – uma viagem pelo Expresso do Submundo, pelo V Império, pela Alvorada da Alma e pelos novos temas. "Garantimos que será algo realmente inesquecível e grandioso. No mínimo prometemos o máximo. Ninguém pode ficar de fora desta mítica e incomparável viagem Dealemática", acrescentou o MC.

Coliseu do Porto esgotado no concerto dos Dealema em fevereiro de 2026

Dealema no palco do Coliseu Porto Ageas perante uma plateia esgotada

A abertura de portas estava marcada para as 21:00, com o concerto a começar às 22:00. A classificação etária era de maiores de 6 anos.

Os preços dos bilhetes foram os seguintes:

Zona

Preço

Plateia em Pé

€30

Tribuna

€35

Camarote de 1ª (6 lugares)

€210

Frisas (6 lugares)

€180

Frisas (6 lugares, visibilidade reduzida)

€150

Balcão Popular

€25

Galeria

€25

Geral

€25

Três fotos de concerto dos Dealema: DJ na mesa de mistura com o logótipo DLM ao fundo, MC com microfone na cadeira e rapper com fato xadrez no palco

DJ Guze às mesas, o MC sentado numa cadeira e a energia de uma sala cheia – Dealema em concerto

O que torna os Dealema diferentes de tudo o que veio depois

Há muitas bandas de hip-hop em Portugal. Algumas tiveram carreiras mais mediáticas. Outras tiveram picos de popularidade mais altos em determinados momentos. O que distingue os Dealema não é a fama – é a longevidade com integridade.

Trinta anos com a mesma formação. Sem um único membro a sair ou a ser substituído. Sem alterações de estilo para acompanhar tendências. Sem editora major a ditar o que devia ser gravado. A independência dos Dealema não é uma postura – é uma condição de funcionamento que escolheram desde o início e mantiveram sempre.

Vista da sala do Coliseu do Porto durante o concerto dos Dealema

Os Dealema escolheram uma das salas mais emblemáticas do Porto para fazer um balanço de três décadas de música

Isto tem um custo: ao longo dos anos, a acessibilidade comercial dos seus discos foi limitada. O Expresso do Submundo nunca teve distribuição comercial normal – os fãs que queriam acesso ao material original ou compravam em circuitos alternativos ou ficavam sem ele. A reedição em cassete de 2018 foi um gesto simbólico para reparar essa lacuna.

Mas tem também um dividendo: quem ouve os Dealema sabe que o que ouve é real. Não há concessões, não há singles calculados para playlists de verão. Há rap – denso, literário, politicamente carregado, enraizado numa tradição que vai de Mobb Deep ao fado, sem pedir autorização a ninguém.

Queima das Fitas, festivais e a presença constante nos palcos

Apesar do hiato em estúdio, os Dealema nunca pararam de atuar. Ao longo de mais de uma década sem álbum novo, continuaram a aparecer em festivais, na Queima das Fitas do Porto e em palcos de Norte a Sul do país. Esse músculo de palco manteve a relação com o público viva – e foi ele que garantiu que, quando o anúncio do Coliseu veio, a resposta foi imediata.

Três fotografias do concerto dos Dealema no Coliseu do Porto: sala cheia com espetáculo de laser, artistas com um cenário vermelho com uma criatura com chifres e DJ na cabine sob uma luz dourada

Sala esgotada, efeitos visuais impressionantes e 30 anos de história num único palco

A capacidade de preencher salas sem produto novo recente é rara. Os Dealema conseguiram-no porque construíram uma base de fãs que não está apenas à espera do próximo single – está à espera de os ver a atuar. Há uma qualidade de presença ao vivo que os marca: a espontaneidade, a interação com o público, a sensação de que cada concerto é único.

Para 2026, além do Coliseu, a agenda do coletivo inclui datas em Amares (3 de junho) e Paços de Ferreira (9 de junho), disponíveis no site oficial dealema.pt/agenda.

O Porto tem uma cena musical que continua a produzir artistas com projeção nacional e internacional. A Queima das Fitas do Porto é, neste contexto, um dos momentos que mais ajuda a criar memória coletiva à volta da música – e os Dealema são parte integrante dessa memória para várias gerações de estudantes que cresceram no norte de Portugal.

Colaborações que definiram um percurso

Um dos aspetos mais interessantes da história dos Dealema é a lista de artistas com quem colaboraram ao longo de trinta anos. Ela funciona como um mapa da cena hip-hop de língua portuguesa – e vai muito além das fronteiras de Portugal.

Dealema com artistas convidados no palco – colaborações que marcaram a carreira

Ao longo de 30 anos, o grupo colaborou com Manel Cruz, Dino d'Santiago, Marta Ren e outros nomes de destaque da música portuguesa

Colaborações nacionais de referência:

  • Manel Cruz – presente em Alvorada da Alma e em 96 ao Infinito. A ligação entre o universo do rock alternativo de Manel Cruz e o rap dos Dealema é uma das pontes mais improváveis e bem conseguidas da música portuguesa.
  • Dino d'Santiago – uma das vozes mais distintivas do novo soul português, cruzou caminhos com os Dealema antes de ter projetado a carreira solo que o tornou numa das figuras mais influentes da cena atual.
  • Marta Ren – a cantora de soul portuense, que integrou o projeto Marta Ren & the Groovelvets, aparece em Alvorada da Alma e representa o diálogo natural entre hip-hop e soul que sempre caracterizou o som do coletivo.
  • NBC – rappers que cresceram na mesma cena e que partilham com os Dealema o mesmo código ético em relação à música.
Dealema com colaboradores internacionais – uma ponte entre as cenas de hip-hop de língua portuguesa

Os trabalhos em conjunto com Nach (Espanha), Emicida (Brasil) e Kid MC (Angola) fizeram dos Dealema um ponto de intersecção de todo o rap lusófono

Colaborações internacionais:

  • Nach (Espanha) – um dos rappers mais respeitados em língua espanhola, a sua presença em Alvorada da Alma abriu o disco ao espaço ibérico e demonstrou o reconhecimento que os Dealema têm além-fronteiras.
  • Emicida (Brasil) – um dos rappers mais influentes do Brasil contemporâneo, a colaboração com os Dealema foi um encontro entre duas das cenas de hip-hop mais consequentes do mundo lusófono.
  • Kid MC (Angola) – a ligação com Angola através desta colaboração reforça a ideia de que os Dealema sempre pensaram o rap em português como algo que transcende as fronteiras geográficas de Portugal.

O universo musical do Porto tem sido, nos últimos anos, particularmente fértil. Artistas e projetos que partem daqui têm encontrado espaço em palcos europeus e em festivais internacionais. A nossa cobertura da NOS Primavera Sound documenta bem como o Porto se tornou uma cidade de referência no circuito de festivais de música – um contexto onde os Dealema continuam a fazer sentido pleno.

O que "96 ao Infinito" diz sobre o futuro do grupo

Fotografias de arquivo dos Dealema no início da carreira: fotos de grupo com uma parede de tijolos ao fundo, foto promocional com o logótipo DLM e os jovens membros do grupo com o estilo underground dos anos 90

Três épocas de um mesmo grupo: desde as primeiras fotos em conjunto nas ruas do Porto até ao material promocional oficial com o logótipo DLM

O título do novo álbum não é apenas retrospetivo. "96" é a data de origem; "ao Infinito" é uma declaração de intenção. Como Maze explicou em entrevista à Arte Sonora:

É um olhar para trás, percebermos de onde viemos e onde estamos agora. Este novo disco aponta para a frente, para o futuro e para o caminho que ainda temos de percorrer. É um exemplo da intemporalidade que trazemos nas nossas músicas. Além disso é um statement: queremos que os Dealema durem.

Treze anos entre álbuns é muito tempo. Mas no contexto dos Dealema, o tempo funciona de forma diferente. Eles não estão numa corrida – estão num percurso. E um percurso só faz sentido se for feito com a velocidade certa.

Dealema no palco em 2026 – um grupo que provou que o tempo joga a seu favor

Dealema – 30 anos sem compromissos

A cena do rap português tem crescido e diversificado imenso desde que os Dealema publicaram o primeiro EP. Há hoje muito mais artistas, muito mais subgéneros, muito mais plataformas de distribuição. E no meio de tudo isso, os Dealema continuam a ser a referência que todos os outros reconhecem – não por serem os mais famosos, mas por serem os que nunca cederam.

"Temos a mesma fome que tínhamos em 96", disse Maze antes do concerto. Quem esteve no Coliseu a 20 de fevereiro sabe que era verdade.

Onde ouvir e acompanhar os Dealema

Dealema – foto promocional para a secção de discografia e links de streaming

Cinco álbuns em 30 anos, todos nas plataformas de streaming e no site dealema.pt.

Para quem quer entrar na discografia pela primeira vez ou rever o caminho:

  1. Começar pelo inícioExpresso do Submundo (1996, reedição em K7 de 2018) dá o contexto original e o ponto de partida do coletivo.
  2. O álbum de apresentaçãoDealema (2003) é o disco que definiu a identidade sonora e lírica do grupo para o grande público.
  3. O pico criativoV Império (2008) é frequentemente apontado como o melhor da discografia; "Sala 101" é faixa obrigatória.
  4. A maturidadeAlvorada da Alma (2013) mostra o grupo mais aberto sonoricamente e com a colaboração mais densa da sua carreira.
  5. O regresso96 ao Infinito (2026) fecha o círculo dos 30 anos e abre o próximo capítulo.

Os Dealema estão em todas as plataformas de streaming. O site oficial dealema.pt tem discografia completa, agenda e contactos. O Instagram @dealema é o canal mais atualizado para acompanhar novidades.

Para os fãs que estão em Lisboa e querem perceber melhor a relação entre o hip-hop e a cidade do Porto – a sua história, os seus espaços e as suas referências –, o nosso artigo sobre o Coliseu Porto dá uma perspetiva sobre a sala que os Dealema escolheram para assinalar três décadas de carreira e que, ao longo de 75 anos, acolheu os maiores nomes da música portuguesa e internacional.