Banda Capitão Fausto de Alvalade
O que é que une um miúdo de Alvalade a uma sala de 20 000 pessoas? A resposta está nas cinco palavras que esta banda aprendeu a fazer melhor do que quase todos em Portugal: canções que ficam para a vida.
Capitão Fausto de Alvalade — elegante grupo português de indie rock
A 24 de janeiro de 2026, a maior sala de espetáculos de Portugal ficou lotada para receber uma banda que começou a ensaiar em quartos de adolescentes no bairro de Alvalade. Não havia lugares disponíveis. O ainda Presidente Marcelo Rebelo de Sousa estava na primeira fila. E Tomás Wallenstein fez crowdsurf sobre milhares de pessoas. Quinze anos depois de Gazela, os Capitão Fausto chegaram à MEO Arena – e chegaram sozinhos, sem precisar de abrir para ninguém.
Dado | Informação |
|---|---|
Nome | Capitão Fausto |
Origem | Alvalade, Lisboa, Portugal |
Ano de formação | 2009 |
Estreia discográfica | 2011 (Gazela) |
Género musical | Rock indie, pop psicodélico, rock alternativo português |
Formação atual (quarteto) | Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Salvador Seabra |
Formação original (quinteto) | + Francisco Ferreira (teclista, saiu em 2024) |
Vocalista | Tomás Wallenstein |
Número de álbuns de originais | 5 |
Último álbum | Subida Infinita (março de 2024) |
Álbuns n.º 1 em Portugal | Capitão Fausto Têm os Dias Contados (2016) e A Invenção do Dia Claro (2019) |
Maior concerto em nome próprio | MEO Arena, Lisboa, 24 de janeiro de 2026 |
YouTube |
Banda Capitão Fausto de Alvalade: o início da carreira
Como essa banda nasceu e como ela foi de De Alvalade para o mundo
Há bandas que nascem em estúdios alugados. Os Capitão Fausto nasceram na infância partilhada de cinco amigos que cresceram juntos no mesmo bairro lisboeta. Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Salvador Seabra e Francisco Ferreira começaram a tocar juntos antes de serem adultos – nalguns casos, desde os 12 anos. "Éramos adolescentes e pré-adolescentes", recorda Tomás. "Imaginámos que íamos ser sempre os cinco."
A banda formou-se oficialmente em 2009 e dois anos depois lançou o primeiro álbum, Gazela (2011). Nele havia a urgência típica das primeiras canções: hinos pop imediatos, energia crua e uma voz que soava genuinamente portuguesa sem cair no folclore.

Capitão Fausto & Orquestra das Beiras – Santana
O nome "Capitão Fausto" nunca foi explicado oficialmente – existem várias versões sobre a origem, mas nenhuma foi confirmada pela banda. O mistério ficou, e ajudou a construir uma identidade à volta de uma proposta musical que recusava rótulos fáceis.
O segundo álbum, Pesar o Sol (2014), consolidou tudo o que o primeiro prometia. Ao vivo, a banda cresceu para palcos cada vez maiores em todo o Portugal, de festivais de verão a teatros e auditórios. Era ali, ao vivo, que os Capitão Fausto realmente existiam por direito próprio. A crítica dizia então que a banda de Alvalade "pode ser comparada aos Boogarins, que por sua vez têm muito em comum com Tame Impala, mas é ao vivo que a banda existe por direito próprio".
Os cinco membros que construíram a banda
Capitão Fausto – banda contemporânea e atmosférica de Portugal
A formação original dos Capitão Fausto funcionou durante mais de uma década como um coletivo de amigos, não apenas como uma banda. Cada membro trouxe uma função específica e uma personalidade distinta:
- Tomás Wallenstein – vocalista principal, guitarra e teclas; o rosto e a voz da banda, responsável pela maioria das letras
- Domingos Coimbra – baixo; um dos pilares rítmicos da banda desde o início
- Manuel Palha – guitarra e teclas; uma das vozes compositoras mais ativas ao lado de Tomás
- Salvador Seabra – bateria; o membro mais novo da formação original
- Francisco Ferreira – teclista principal até 2024; um dos membros fundadores, cuja saída marcou um ponto de viragem na história do grupo
Banda Capitão Fausto de Alvalade, banda de rock alternativo e músicos carismáticos
Cinco álbuns, cinco fases da vida – a discografia completa
A discografia dos Capitão Fausto é, antes de mais, um diário coletivo. Tomás Wallenstein sempre escreveu sobre o momento que estava a viver, o que faz com que cada disco soe ao estado emocional da banda naquela fase. "Como o Tomás escreve sobre os momentos por que está a passar, os álbuns ficam intrinsecamente ligados a uma dada altura da vida", explicou Domingos Coimbra.
Álbum | Ano | Editora | Destaques |
|---|---|---|---|
Gazela | 2011 | — | Estreia; "Teresa", "Santana" |
Pesar o Sol | 2014 | — | Consolidação; "Boa Memória", "Maneiras Más", "Lameira" |
Capitão Fausto Têm os Dias Contados | 2016 | Cuca Monga | N.º 1 em Portugal; "Os Dias Contados", "Amanhã Tou Melhor" |
A Invenção do Dia Claro | 2019 | Cuca Monga | N.º 1 em Portugal; "Amor, a Nossa Vida", "Muitas Mais Virão" |
Subida Infinita | 2024 | Cuca Monga | Último com Francisco Ferreira; "Na Na Nada", "Nunca Nada Muda", "Cantiga Infinita" |

Capitão Fausto & Tim Bernardes – Cantiga Infinita
O álbum Capitão Fausto Têm os Fias Contados – que o público carinhosamente abreviou de várias formas – chegou ao primeiro lugar do Top nacional de vendas em 2016 e ficou no topo da visibilidade mediática dos artistas nacionais segundo o Top Cision. Pouco mais de 30 minutos de canções que contavam histórias de crescer, de fim da adolescência, de amor e perda – simples assim, e poderosas assim. Foram as canções que transformaram os Capitão Fausto de banda promissora na "voz de uma geração", como a crítica repetiu até à exaustão.
A Invenção do Dia Claro (2019) repetiu o feito: primeiro lugar nas tabelas portuguesas. Gravado no Brasil, nos Red Bull Studios São Paulo, com produção da própria banda depois misturada em Alvalade, o disco mostrou uma banda que sabia reinventar-se sem perder o fio que a ligava aos primeiros discos.
Banda Capitão Fausto de Alvalade, músicos elegantes da cena alternativa portuguesa
Subida Infinita e o fim de uma era que abriu outra
O quinto álbum, Subida Infinita, lançado em março de 2024, é o mais carregado emocionalmente de toda a discografia. O processo de composição começou num retiro criativo numa adega em Cadima, em janeiro de 2021 – o mesmo local onde tinham gravado parte de Pesar o Sol. Mas desta vez havia algo diferente: a sombra da saída de Francisco Ferreira.
O teclista anunciou ainda em 2022 que queria mudar de caminho. Para uma banda que tinha crescido junta desde a adolescência, a notícia foi um choque. "Imaginámos que íamos ser sempre os cinco", disse Domingos. "Por um momento, passaram pela cabeça de todos a possibilidade de acabar", confidenciou Salvador Seabra. Mas o grupo decidiu seguir em frente – e Francisco Ferreira acabou por terminar o álbum com eles, fazendo também o design do disco e contribuindo para a editora Cuca Monga.
O resultado foi Subida Infinita, um disco de despedidas e começos, de filhos que nasceram, de estúdio novo, de incerteza e de luz. A forte presença acústica e as novas texturas sonoras marcaram uma transição: os Capitão Fausto deixavam de ser um quinteto e tornavam-se um quarteto – mais concentrado, mais seguro do que eram, e com música nova para mostrar.
Banda Capitão Fausto com nova formação
A noite de 24 de janeiro de 2026 na MEO Arena
Para perceber o significado do concerto Capitão Fausto na Meo Arena, é preciso pensar na escala do que aconteceu. A MEO Arena, em Lisboa, é a maior sala de espetáculos de Portugal. Bandas internacionais como os Rolling Stones ou Coldplay atuaram ali. Uma banda indie portuguesa de Alvalade que começou a tocar em bares pequenos preencher aquele espaço em nome próprio é, objetivamente, extraordinário.
O espetáculo foi anunciado em abril de 2025 e os bilhetes – com preços entre os 20 e os 35 euros – foram vendidos rapidamente. Antes do concerto, a banda havia acumulado uma série de datas esgotadas em teatros e salas por todo o país, desde o Cineteatro Alba em Albergaria-a-Velha até à Casa da Música no Porto.
O que aconteceu no palco naquela noite
O setlist percorreu 15 anos de discografia em 25 canções ao longo de duas horas. A banda abriu caminho por Gazela – com "Teresa" e "Santana" – passou por Pesar o Sol, que completava 12 anos naquela exata noite, trouxe os momentos mais cantados de Têm os Dias Contados e levou o público ao mais recente Subida Infinita, com a participação de Tim Bernardes em ecrã nas canções "Na Na Nada" e "Cantiga Infinita".

Capitão Fausto – Na Na Nada Live 2024
O palco tinha um segundo estrado no meio da arena, aproximando a banda do público num gesto que começava a ser marca de concertos de grandes produções internacionais. O jogo de luzes foi eficaz e pensado para o espaço. Tomás Wallenstein agradeceu várias vezes ao microfone ao público que os acompanhou desde os palcos pequenos – e depois fez crowdsurf sobre ele, num dos momentos mais icónicos da noite.
Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente, de pé na primeira fila, a assistir a tudo. Era o símbolo perfeito de uma banda que, sem nunca ter procurado o centro, acabou por chegar a ele.
Antes do concerto, a banda tinha lançado "Escolhas", a primeira canção inédita de 2026 – um sinal de que o próximo capítulo já estava a ser escrito.

Capitão Fausto – Escolhas
O que torna os Capitão Fausto diferentes das outras bandas portuguesas
Existem algumas coisas que os Capitão Fausto fazem de forma consistentemente diferente das outras bandas que chegaram ao mesmo nível de popularidade em Portugal.
A editora própria. A Cuca Monga, o coletivo e editora fundado pela banda em Alvalade, é mais do que uma gravadora. É um ecossistema criativo que inclui artistas como Luís Severo, Ganso, Rapaz Ego, Reis da República, Zarco, Salto ou Atalaia Airlines. O segundo Festival Cuca Monga aconteceu no mesmo espaço em outubro de 2024. Esta autonomia deu à banda um controlo criativo total sobre a sua carreira – desde os discos até ao design, passando pela gestão de agenda.

Banda à Solta – Capitão Fausto nas Ilhas de Faro
O processo de composição. A banda tem o hábito, desde os primeiros álbuns, de sair de Lisboa para retiros criativos onde compõem juntos sem planos pré-definidos. Para Subida Infinita, foi uma adega em Cadima. Para A Invenção do Dia Claro, foram ao Minho e depois ao Brasil. Este processo resulta numa coerência interna que se ouve nos discos.
A honestidade das letras. Tomás Wallenstein nunca escreveu sobre personagens fictícias. As canções são retratos diretos do que a banda estava a viver – a adolescência em Gazela, a transição para a vida adulta em Pesar o Sol, o fim da juventude em Têm os Dias Contados, a maturidade e as perdas em Subida Infinita. Esta autenticidade criou uma ligação quase pessoal com o público que os seguiu ao longo de 15 anos.
A longevidade. Muitas bandas ficam pelo caminho depois de dois ou três álbuns. Os Capitão Fausto chegaram ao quinto com uma base de fãs maior do que no primeiro. Esse é talvez o dado mais impressionante de toda a trajetória.
Capitão Fausto de Alvalade – projeto musical independente
Se quiser descobrir outros artistas da cena musical portuguesa contemporânea com percursos igualmente sólidos, recomendamos a leitura do nosso artigo sobre os top 10 cantores contemporâneos famosos de Portugal.
Festivais, cidades e palcos por onde a banda passou
Ao longo de 15 anos, os Capitão Fausto tocaram em praticamente todos os contextos possíveis: desde bares de bairro até festivais de verão com dezenas de milhares de pessoas. A lista de locais é uma espécie de mapa afetivo da cultura portuguesa ao vivo.
Nos festivais, a presença dos Capitão Fausto tornou-se quase obrigatória no verão português. O Vodafone Paredes de Coura é talvez o mais simbólico: a banda está confirmada para a edição de 2026, entre 12 e 15 de agosto, na Praia Fluvial do Taboão – um palco que combina natureza e música independente de forma única. As Festas do Mar, em Cascais, e outros eventos costeiros têm também recebido a banda ao longo dos anos.
Banda Capitão Fausto em palco
Em Lisboa, para além da MEO Arena, a banda atuou em salas como o Coliseu dos Recreios, na Avenida da Liberdade, e no antigo espaço do Super Bock Super Rock, num concerto especial com o maestro Martim Sousa Tavares. Em Belém, a Torre e os jardins já serviram de pano de fundo para concertos da cena indie lisboeta à qual os Capitão Fausto pertencem. O Palácio Pimenta, em Lisboa, também faz parte desta constelação de espaços que marcaram a banda.
Fora da capital, o Porto recebeu a banda várias vezes – na Casa da Música (Sala Sugissa), em festivais e em salas de concerto da cidade. Em Oeiras e Cascais, as atuações ao ar livre tornaram-se marcos da agenda de verão da região de Lisboa. O Serralves em Festa, no Porto, é outro dos festivais que representa bem o espírito desta geração de artistas – pode ler mais sobre ele no nosso artigo sobre o Serralves em Festa.
- MEO Arena, Lisboa – concerto histórico a 24 de janeiro de 2026, o maior em nome próprio
- Casa da Música, Porto – concertos na Sala Sugissa em 2024
- Vodafone Paredes de Coura – confirmados para agosto de 2026
- Festas do Mar, Cascais – presença recorrente no verão
- FNAC Live, Belém, Lisboa – palco icónico de junho
- Cineteatro Alba, Albergaria-a-Velha – tour de Subida Infinita em 2025
- Teatro Aveirense, Aveiro – concerto esgotado em 2024

Andar à Solta – Capitão Fausto Live @Meo Arena, Lisboa
O que está a acontecer com a banda em 2026
O ano de 2026 começou da melhor forma possível para a banda com o concerto na MEO Arena. Mas o que se segue é igualmente interessante.
Antes da noite de 24 de janeiro, a banda tinha já lançado "Escolhas", a primeira canção inédita desde Subida Infinita. A mensagem foi clara: o próximo capítulo da discografia já estava a ser construído, e 2026 seria o ano em que várias canções novas chegariam ao público. A próxima confirmação pública é o Vodafone Paredes de Coura (agosto de 2026), mas é razoável esperar que a agenda de concertos Capitão Fausto 2026 cresça ao longo dos próximos meses.
Onde e como comprar bilhetes para os próximos espetáculos
Capitão Fausto – banda com estética vintage
Comprar bilhetes para a banda tornou-se progressivamente mais urgente à medida que as salas foram esgotando com antecedência. Para os próximos espetáculos, os canais habituais são:
- MEO Blue Ticket (meoblueticket.pt) – o principal ponto de venda online para eventos nacionais
- FNAC – lojas físicas e website
- Worten – lojas físicas
- El Corte Inglés – Lisboa e Porto
- Wook.pt – plataforma online
Os preços para concertos em salas de tamanho médio têm variado entre 12 e 20 euros; para eventos maiores como a MEO Arena, os valores situaram-se entre os 20 e os 35 euros (sujeitos a taxas de serviço). Confirme sempre os preços atualizados antes de comprar.
Quem são os fãs dos Capitão Fausto e porque é que a banda os une
Banda Capitão Fausto: energia no palco
Há algo curioso nos concertos dos Capitão Fausto: o público é muito diverso. Num único concerto na MEO Arena era possível ver pessoas de idades, estilos e contextos completamente diferentes – famílias que foram buscar os filhos a casa dos avós depois do concerto, grupos de amigos das universidades, casais na casa dos 40, jovens de liceu. Esta diversidade não é acidental.
A razão está na longevidade e na evolução gradual da sonoridade. Os fãs que entraram pela porta de Gazela em 2011, quando tinham 18 anos, têm hoje 32 – e os Capitão Fausto cresceram com eles. As letras de Subida Infinita falam de filhos que nasceram, de amigos que partem, de casas novas e de incertezas profissionais. Quem acompanhou a banda desde o início reconhece-se nestas histórias.
Ao mesmo tempo, cada novo álbum trouxe ouvintes novos que descobriram a banda mais tarde. A disponibilidade nas plataformas de streaming – o Spotify inclui os Capitão Fausto nas playlists de rock português com regularidade – ajudou a alargar o alcance muito além de Portugal. Há fãs da banda em Espanha, no Brasil e em comunidades de emigrantes portugueses por toda a Europa.
Capitão Fausto – grupo alternativo atmosférico
Para saber mais sobre a cena musical portuguesa contemporânea e outros artistas que marcam este momento, recomendamos também a leitura do nosso perfil de Beatriz Rosário, outra voz que está a definir o som do Portugal de hoje.
O legado de Francisco Ferreira e o futuro como quarteto
Falar dos Capitão Fausto em 2026 implica necessariamente falar de Francisco Ferreira – e da forma elegante como a banda geriu a sua saída. Depois de anunciar em 2022 que queria seguir outros caminhos, o teclista não desapareceu do grupo de forma abrupta: terminou o álbum Subida Infinita com os restantes membros, fez o design do disco e continua a trabalhar na Cuca Monga. "Ele fez o design do disco e faz a merchandise do álbum e continua a trabalhar na Cuca Monga", confirmou Domingos Coimbra.
Banda Capitão Fausto hoje
Esta despedida cuidada reflete muito sobre o caráter do grupo. Não houve turras públicas, não houve declarações dramáticas. Houve tempo, conversa e respeito mútuo. "Tivemos tempo de entender quem é que queria mesmo continuar", disse Tomás Wallenstein. "Da mesma maneira que o Francisco percebeu que queria tomar outro caminho, deu-nos a oportunidade de perceber se queríamos continuar."
A canção "Nuvem Negra" do álbum Subida Infinita tem um verso que Tomás confirmou ser sobre esse momento:
A mão que fica sem polegar não se agarra.

Capitão Fausto – "Nuvem Negra"
Uma metáfora honesta sobre perda e adaptação. E os concertos ao vivo com músicos convidados mostram que o quarteto encontrou uma forma de encher o som sem substituir o que foi.
Como quarteto, os Capitão Fausto chegaram à MEO Arena. Como quarteto, vão continuar a escrever o próximo capítulo.
Os Capitão Fausto e o ecossistema musical português
Nenhuma banda existe no vazio. Os Capitão Fausto fazem parte de uma geração de músicos portugueses que apostou na independência criativa e na autenticidade como estratégia de longo prazo – e que acabou por ganhar. A Cuca Monga é o melhor exemplo desta filosofia: uma editora independente fundada pela própria banda que passou a ser uma referência para artistas emergentes.
Banda Capitão Fausto de Alvalade: músicos de rock com elementos vintage no visual
Nomes como Clara de Sousa têm comentado a importância desta geração de músicos para a renovação da cultura portuguesa – pode ler o nosso perfil de Clara de Sousa para perceber melhor como diferentes figuras públicas olham para a música portuguesa contemporânea. A cena cultural de Lisboa – de Alvalade ao Bairro Alto, de Belém a Oeiras – oferece cada vez mais espaços e oportunidades para este tipo de projeto.
O OUT.FEST no Barreiro, por exemplo, representa o polo mais experimental deste ecossistema – eventos como este criam condições para que bandas mais alternativas cheguem ao público, e os Capitão Fausto sempre navegaram bem entre o mainstream e a credibilidade da cena independente. Saiba mais sobre este universo no nosso artigo dedicado ao OUT.FEST.
As perguntas que os fãs mais fazem sobre a banda
Quem são os membros dos Capitão Fausto?
A formação atual é composta por Tomás Wallenstein (voz, guitarra, teclas), Domingos Coimbra (baixo), Manuel Palha (guitarra, teclas) e Salvador Seabra (bateria). Francisco Ferreira, teclista fundador, saiu em 2024 após o lançamento de Subida Infinita.
Quando foi o concerto dos Capitão Fausto na MEO Arena?
O concerto histórico realizou-se a 24 de janeiro de 2026. Foi a primeira vez que a banda atuou sozinha na maior sala de espetáculos de Portugal.
Qual é o álbum mais recente dos Capitão Fausto?
Subida Infinita, lançado em março de 2024 pela editora Cuca Monga. É o quinto álbum de originais do grupo.
Onde comprar bilhetes para concertos dos Capitão Fausto?
Nos pontos de venda habituais: MEO Blue Ticket, FNAC, Worten, El Corte Inglés, Wook.pt e no site oficial capitaofausto.pt.
Os Capitão Fausto têm concertos marcados para 2026?
Sim. Para além do concerto histórico na MEO Arena em janeiro, a banda está confirmada no Vodafone Paredes de Coura entre 12 e 15 de agosto de 2026. Mais datas são esperadas ao longo do ano.
Qual é a editora dos Capitão Fausto?
A banda edita pela Cuca Monga, o coletivo e editora independente que fundaram e que tem sede em Alvalade, Lisboa.






