Locais

Quinta do Crasto

Há um ponto no Rio Douro – entre a Régua e o Pinhão, vindo do Pinhão em direção ao Porto – onde a margem direita apresenta um espetáculo que é difícil esquecer. As vinhas descem em socalcos ondulados até quase tocarem a água. No topo da encosta, uma casa centenária e os armazéns marcam o centro de uma propriedade que os documentos históricos registam desde 1615. É a Quinta do Crasto, e quem a vê pela primeira vez percebe de imediato que não está a olhar apenas para uma quinta de vinhos. Está a olhar para quatro séculos de história do Douro condensados num único pedaço de terra.

by Rodrigo Santos

Conteúdo

Em 2024, pela sexta vez consecutiva, a Quinta do Crasto entrou no Top 20 do World's Best Vineyards – o ranking que elege as melhores herdades vitívinícolas do mundo – com o 15.º lugar a nível global. Em Portugal, lidera o ranking nacional de propriedades vitivinícolas. É o tipo de reconhecimento que chega depois de décadas de trabalho consistente. E, ao mesmo tempo, é apenas o reflexo mais recente de uma história que começou muito antes de existirem prémios internacionais de enoturismo.

A tabela seguinte reúne os dados essenciais para quem quer conhecer a quinta antes de a visitar:

Característica

Detalhe

Nome oficial

Quinta do Crasto

Morada

Gouvinhas, 5060-063 Sabrosa, Portugal

Conselho / Distrito

Sabrosa / Vila Real

Sub-região do Douro

Cima Corgo

Margem do rio

Margem direita do Rio Douro

Proprietários

Família Roquette (Leonor e Jorge Roquette e filhos)

Geração actual

Quarta geração (terceira na gestão activa)

Área total da propriedade

Cerca de 135 hectares

Área de vinha

74 hectares (Quinta do Crasto principal)

Quintas adicionais

Quinta do Querindelo (10 ha vinha velha); Quinta da Cabreira (114 ha, Douro Superior)

Primeiros registos documentados

1615

Marco pombalino na propriedade

1758 (classificado como interesse público nacional)

Enólogo / Winemaker

Manuel Lobo

Gamas de vinho produzidas

Crasto (entrada), Superior, Reserva, Reserva Vinhas Velhas, Vinha da Ponte, Maria Teresa

Vinho do Porto

Sim (Colheita, Vintage, Reserve, LBV)

Azeite

Sim (extra virgem premium e super premium)

Horário loja / receção

Diariamente, 10h00–18h00

Contacto geral

+351 254 920 020 / [email protected]

Contacto enoturismo

[email protected] / +351 937 760 572

Posição World's Best Vineyards 2024

15.º lugar mundial; 1.º de Portugal

Prémio Cinco Estrelas Regiões

3.º ano consecutivo (à data de 2024)

Piscina

Sim, desenhada pelo arquitecto Eduardo Souto Moura

Website

quintadocrasto.wine

Instagram

@quintadocrasto

Facebook

Quinta do Crasto

Quinta do Crasto – Uma História que Vem de Longe 1615-2018

Uma quinta com marco pombalino e origens no forte romano

A morada oficial da Quinta do Crasto é Gouvinhas, no concelho de Sabrosa, no distrito de Vila Real – no coração do Cima Corgo, a sub-região do Douro que muitos consideram a mais equilibrada em termos de clima e solos para a produção de vinhos de elevada qualidade. O nome da propriedade diz muito sobre a sua antiguidade: Crasto vem do latim castrum, que significa "forte romano". Há, literalmente, memória de ocupação militar romana neste terreno.

As primeiras referências documentadas à Quinta do Crasto e à sua produção de vinhos datam de 1615. A propriedade foi posteriormente classificada como Feitoria – a mais alta distinção da época para vinhas do Douro – juntamente com as outras quintas mais relevantes do vale. Quando o Marquês de Pombal mandou instalar, entre 1758 e 1761, os 335 marcos de granito que delimitaram a primeira região vinícola demarcada do mundo, um desses marcos pombalinos ficou na Quinta do Crasto. Pode ainda ser visto hoje, junto à casa centenária. Esses marcos foram classificados como imóveis de interesse público nacional na década de 1940.

A família que transformou uma quinta histórica numa referência mundial

No início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de vinhos do Porto e Brandy Constantino – cujo slogan publicitário "A fama do Constantino já vem de longe" ainda hoje é recordado. Após a morte de Constantino em 1923, o filho Fernando Moreira d'Almeida assumiu a gestão e manteve a produção de Vinho do Porto.

O momento decisivo veio em 1981. Leonor Roquette, filha de Fernando Moreira d'Almeida, e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade. A família tinha estado no Brasil entre o final da década de 1970 e o início dos anos 1980, em parte por causa do clima político da Revolução dos Cravos de 1974. O regresso a Portugal trouxe consigo um projeto ambicioso: remodelar e expandir as vinhas, e lançar a produção de vinhos do Douro DOC que hoje tornaram a quinta famosa. São, assim, a quarta geração da família à frente desta propriedade.

Tomás Roquette e a nova visão para o Douro

Dos três filhos – Miguel, Tomás e Rita –, foi Tomás Roquette quem assumiu o papel mais visível na comunicação e administração da quinta. Em entrevistas, Tomás tem sido claro sobre a filosofia da casa: a identidade do Douro vem das castas autóctones e das vinhas velhas, e qualquer inovação deve respeitá-las. Ao mesmo tempo, a aposta no enoturismo de qualidade premium é uma decisão estratégica consciente: em 2023, a quinta recebeu mais de 10.000 visitantes, vindos sobretudo do Brasil, dos EUA e de vários países asiáticos.

Conversa com Tomas Roquette

Em setembro de 2024, foi anunciado um investimento de cerca de cinco milhões de euros para construir um boutique hotel com villas privadas com piscina, uma nova loja premium, uma sala de provas, um wine bar e um restaurante panorâmico sobre o Douro – tudo isso a ser erguido na entrada da quinta, com obras previstas para arrancar em 2025 e demorar aproximadamente dois anos. O objectivo é aumentar a capacidade de alojamento de quatro quartos para um total de 20 quartos em unidades com mais privacidade. O Douro tem crescido como destino de enoturismo premium, e a Quinta do Crasto quer estar na vanguarda desse movimento.

As vinhas que definem a identidade da quinta

A Quinta do Crasto possui actualmente cerca de 135 hectares no total, dos quais 74 são ocupados por vinhas na propriedade principal em Sabrosa.

Mas o que distingue esta herdade não é apenas a dimensão: é a diversidade e a antiguidade das suas vinhas, que abrangem desde parcelas de vinha velha com décadas de idade até vinhas no Douro Superior com características distintas.

A Vinha Maria Teresa e o que a torna única

A Vinha Maria Teresa é provavelmente a parcela mais emblemática da quinta. Avistada do rio quando se navega de montante para jusante, é um dos primeiros elementos visíveis da propriedade – socalcos suaves e bem definidos que sobem a encosta de forma quase cinematográfica. É uma vinha velha, cultivada em patamares, que dá nome a um dos vinhos de topo da gama. A produção é naturalmente baixa, como acontece com todas as vinhas velhas, o que confere ao vinho uma concentração e complexidade difíceis de alcançar em vinhas mais jovens.

A quinta tem também implementado na Vinha Maria Teresa um projeto tecnológico de preservação do conhecimento sobre esta parcela centenária. Os dados sobre o comportamento das vinhas, os microclimas e as técnicas de viticultura vão sendo registados digitalmente para garantir que o saber acumulado ao longo de gerações não se perca.

A Quinta do Crasto Vinha da Ponte e o Douro Superior

A Vinha da Ponte é outra das parcelas icónicas da Quinta do Crasto. Visível também a partir do rio, fica junto à antiga estação do Ferrão. O vinho com este nome está no topo da gama de tintos Douro DOC da quinta – uma expressão de terroir concentrada e de grande potencial de evolução em garrafa.

Para além das vinhas em Sabrosa, a quinta possui a Quinta da Cabreira, no Douro Superior, com 114 hectares de vinha. É de lá que provêm as uvas para a gama Crasto Superior, que inclui o Superior Tinto (lançado em 2008), o Superior Branco (2014) e o Crasto Superior Syrah (2015) – este último um exemplo raro de Syrah no Douro Superior que demonstrou um comportamento excepcional neste terroir mais quente e de altitude elevada. A gama Superior tem um carácter mais internacional, mas preserva as características únicas do terroir do Douro Superior. Há também a Quinta do Querindelo, com 10 hectares de vinha velha que contribuem para algumas das gamas de reserva.

A gama de vinhos Quinta do Crasto: da entrada ao topo

A região do Douro, conhecida pelo projeto CannaDouro, tem hoje uma das mais ricas e diversificadas produções de vinho do país, e a Quinta do Crasto atravessa praticamente toda a gama de expressões possíveis nesta região. Desde os vinhos mais acessíveis da entrada de gama até às referências de alta gastronomia com preços de mercado significativamente mais elevados.

As principais castas utilizadas na produção são a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz – o trio clássico do Douromas também Tinto Cão, Tinta Barroca e outras castas autóctones nas vinhas mais antigas. A vinificação mantém tradições como a pisa a pé nos lagares de pedra para algumas das gamas superiores, o que favorece uma extracção suave dos taninos e preserva a frescura aromática.

A tabela abaixo apresenta os principais vinhos da gama e as suas características:

Vinho

Tipo

Descrição resumida

Estágio em madeira

Crasto Tinto / Branco / Rosé

Douro DOC

Porta de entrada; frescos e versáteis

Curto ou sem madeira

Crasto Superior Tinto

Douro DOC

Uvas da Quinta da Cabreira; perfil mais internacional

Em barricas de carvalho

Crasto Superior Branco

Douro DOC

Lançado em 2014; frescura e complexidade

Parcialmente em madeira

Crasto Superior Syrah

Regional Duriense

Syrah puro no Douro Superior; inovador e premiado

Em barricas de carvalho

Reserva Vinhas Velhas

Douro DOC

Field blend de 30+ castas; vinhas com ~70 anos de média

18 meses em carvalho francês e americano

Touriga Nacional Tinto

Douro DOC

Expressão monovarietal da casta mais nobre do Douro

Em barricas

Touriga Franca Tinto

Douro DOC

Monovarietal com elegância e frescura

Em barricas

Tinta Roriz Tinto

Douro DOC

Monovarietal estruturado e com boa acidez

Em barricas

Vinha da Ponte

Douro DOC

Um dos vinhos de topo; terroir da parcela histórica

Estágio longo em madeira

Maria Teresa

Douro DOC

Topo de gama absoluto; vinha velha emblemática

Estágio longo em madeira nobre

LBV Porto

Vinho do Porto

Late Bottled Vintage; envelhecido em casco

Em casco de carvalho

Colheita Porto

Vinho do Porto

Tawny de colheita única; homenagem a Fernando Moreira d'Almeida

Longa maturação em cascos

Vintage Porto

Vinho do Porto

Declarado apenas nos melhores anos

Engarrafado após 2 anos

Azeite extra virgem

Azeite

Diferentes linhas premium e super premium

N/A

O Reserva Vinhas Velhas como cartão de visita da marca

De todos os vinhos da quinta, o Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas é provavelmente o mais reconhecível internacionalmente. Produzido a partir de um field blend de mais de trinta castas autóctones provenientes de vinhas com uma média de 70 anos de idade, este vinho é o reflexo mais directo da filosofia da quinta: deixar que a vinha velha diga o que tem para dizer, sem interferências desnecessárias. O estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês e americano integra a madeira sem a deixar dominar. O resultado é um vinho com estrutura sólida, complexidade aromática, e um potencial de evolução em garrafa que se pode medir em décadas. Quem procura vinho Quinta do Crasto para guardar tem aqui uma das escolhas mais seguras do Douro.

Enoturismo: visitas, provas e o projeto de expansão para 2025

A Quinta do Crasto tem um dos mais consolidados programas de enoturismo do Douro. As visitas padrão têm a duração de 90 minutos e incluem a receção da uva, as adegas de vinificação recentemente renovadas, a cave de barricas onde estagiam os vinhos de gama superior, a Vinha Maria Teresa, o laboratório de controlo de qualidade, e terminam com uma prova comentada de cinco vinhos na Casa Centenária. Todas as visitas terminam na Loja de Quinta, onde é possível adquirir os produtos da quinta.

Os programas de enoturismo disponíveis – todos sujeitos a marcação prévia – incluem:

  • Visita e prova básica (29€/pessoa) – inclui Crasto Douro Branco ou Tinto, Crasto Superior Tinto, Reserva Vinhas Velhas e LBV Porto.
  • Visita e prova premium (55€/pessoa) – inclui Crasto Superior Branco, Crasto Superior Syrah, Reserva Vinhas Velhas, um monovarietal (Touriga Nacional/Franca ou Tinta Roriz) e um Colheita Porto.
  • Almoço harmonizado (70€/pessoa) – cinco vinhos com almoço incluindo pratos típicos da região: Cabrito Assado no Forno, Feijoada à Transmontana ou Lombo de Porco com Castanhas.

Todos os programas podem ser complementados com passeios de barco pelo Douro, passeios de comboio histórico ou na tradicional carrinha Bedford, em parceria com a empresa Pipadouro. O Geoparque da Serra da Estrela é outra das referências naturais e patrimoniais da região Norte que combina bem com uma visita à quinta para quem quer aproveitar melhor uma deslocação ao interior de Portugal.

A piscina infinita desenhada pelo arquitecto Eduardo Souto Moura – um dos mais internacionalmente reconhecidos arquitectos portugueses – é outro dos elementos que torna a visita à Quinta do Crasto diferente de qualquer outra visita a uma adega. A vista sobre o vale do Douro a partir da piscina é um dos momentos que os visitantes mais mencionam nas suas avaliações.

Como marcar visita e chegar à quinta

A quinta localiza-se em Gouvinhas, Sabrosa, no coração do Cima Corgo. Não existe transporte público directo até à propriedade, pelo que a viagem de carro ou em tour organizado é a forma mais prática de chegar. A partir do Porto, a distância é de aproximadamente 100 quilómetros pela A4 em direção a Vila Real e depois pela N322 em direcção a Sabrosa. Quem preferir o comboio pode tomar o Linha do Douro até Pinhão e depois combinar com transfer privado ou tour.

Para marcações, o contacto é feito exclusivamente por email ([email protected]) ou por telefone (+351 254 920 020). A receção e loja de vinhos estão abertas todos os dias das 10:00 às 18:00.

A parceria Roquette e Cazes: quando o Douro encontrou Bordéus

Um dos capítulos mais curiosos da história recente da Quinta do Crasto é a parceria com a família Cazes, proprietária do Château Lynch-Bages em Pauillac, Bordéus. Em 2002, Jorge Roquette e Jean-Michel Cazes – amigos de longa data – decidiram criar em conjunto uma empresa para produzir vinhos no Douro que combinassem a força e a identidade da região portuguesa com a elegância e finesse da tradição bordalesa.

O desafio era duplo: respeitar o terroir do Douro sem o domesticar ao gosto bordalês, e fazer trabalhar em conjunto duas equipas de enologia que falam línguas diferentes e trabalham a 1.000 quilómetros de distância. O enólogo Manuel Lobo, da Quinta do Crasto, e Daniel Llose, da família Cazes, desenvolveram um processo de vinificação com maceração longa e remontagens suaves que preserva a intensidade característica do Douro com uma estrutura mais elegante. As castas principais são a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. Os vinhos da linha Roquette & Cazes são produzidos nas adegas da Quinta do Crasto.

Este projeto é também um reflexo de como a Quinta do Crasto se posiciona no mercado internacional: não como uma quinta fechada sobre si própria, mas como uma referência aberta ao diálogo com o melhor da viticultura mundial.

O que torna o vinho Quinta do Crasto diferente

Entre as muitas quintas do Douro, a Quinta do Crasto distingue-se por uma combinação de factores que raramente coexistem: antiguidade documental desde 1615, vinhas com dezenas de anos de idade em diferentes sub-regiões, continuidade familiar ao longo de quatro gerações, e uma abordagem que combina respeito pela tradição com abertura à inovação – da Syrah no Douro Superior ao projeto tecnológico de preservação da Vinha Maria Teresa.

O facto de a quinta manter a pisa a pé nos lagares de pedra para alguns dos seus vinhos de topo não é nostalgia. É uma opção técnica consciente: a extracção por pisa a pé é mais suave do que qualquer sistema mecânico, preserva a frescura dos aromas e integra melhor os taninos. Para vinhas velhas com castas autóctones de taninos firmes como a Touriga Nacional, esta abordagem faz diferença no copo.

Quem acompanha o mercado dos vinhos do Douro, como Miguel Sousa Tavares – escritor que tem escrito extensamente sobre a região – sabe que o Douro atravessou décadas de transformação desde os anos 1980. A Quinta do Crasto foi uma das protagonistas dessa transformação: quando Leonor e Jorge Roquette começaram a produzir vinhos DOC de mesa no início dos anos 1980, o Douro era ainda dominado quase exclusivamente pelo Vinho do Porto. Hoje, os tintos de mesa do Douro são reconhecidos como alguns dos melhores do mundo, e a Quinta do Crasto teve um papel determinante nessa viragem.

Casamentos, eventos e a experiência única no Vale do Douro

Para além do enoturismo de visita e prova, a Quinta do Crasto tem-se afirmado como um dos locais mais procurados para a realização de casamentos e eventos privados no Douro. A combinação do enquadramento paisagístico – as vinhas em socalcos, o rio em baixo, a casa centenária no topo – com a qualidade do serviço e dos vinhos cria um cenário difícil de igualar. O Serralves em Festa é um dos grandes eventos culturais do Norte de Portugal que demonstra o apetite pela experiência de qualidade nesta região, e a Quinta do Crasto capitaliza exactamente esse mesmo apetite mas num registo mais íntimo e exclusivo.

Os casamentos e eventos estão sujeitos a consulta prévia e são organizados de forma personalizada, com a possibilidade de incluir menus com produtos regionais, harmonização de vinhos da quinta e uso da piscina de Souto Moura como espaço de receção.

Quinta do Crasto em Portugal e no mundo: reconhecimentos que pesam

A presença consistente no Top 50 do World's Best Vineyards desde 2019 – e no Top 20 a partir de uma determinada edição – é o indicador externo mais claro do nível alcançado. Mas os reconhecimentos chegam também de outros lados: o prémio Cinco Estrelas Regiões pelo terceiro ano consecutivo reflecte a avaliação dos consumidores portugueses; as avaliações no Tripadvisor colocam o enoturismo da quinta entre os mais elogiados do Douro; e a presença nos principais mercados de exportação – desde o Brasil aos EUA, da Ásia à Europa do Norte – mostra que a reputação é global e não apenas regional.

Em Portugal, os vinhos da Quinta do Crasto estão disponíveis em enotecas especializadas, na Garrafeira Nacional, e no Ibo Restaurant, um dos restaurantes mais reconhecidos por trabalhar com produtores nacionais de qualidade. A presença na gastronomia de nível é coerente com o posicionamento da marca.

A Quinta Crasto tem também escritório comercial no Porto, na Rua de Fez, 455-457, 4150-331 Porto – o que facilita o contacto para distribuidores e importadores em Portugal e no estrangeiro.

Uma herdade que é, ela própria, um argumento pelo Douro

Visitar a Quinta do Crasto é perceber que o Douro não é apenas uma região vinícola bonita. É uma paisagem criada pelos humanos ao longo de séculos de trabalho duro – a escavação dos socalcos na rocha de xisto, a construção dos muros de suporte, o plantio de cada cepa. E é também uma região onde a qualidade se mantém porque existem produtores que recusam simplificar o que é, por natureza, complexo.

Os vinhos de entrada de gama como o Crasto Tinto são acessíveis e bem feitos – porta de entrada honesta para quem quer conhecer a marca. Mas é nos Reserva Vinhas Velhas, na Vinha da Ponte, na Maria Teresa e nos monovarietais que a quinta mostra tudo o que é capaz de fazer com quatro séculos de experiência, vinhas velhas e uma equipa que sabe o que quer. Para quem procura os melhores vinhos tinto do Douro, as festas e eventos do Porto que celebram a cultura do vinho são uma porta de entrada – mas a visita à Quinta do Crasto é o ponto de chegada.