Soraia Ramos
Soraia Ramos é uma cantora de Cabo Verde e de Portugal que percorreu o caminho desde a sua infância em Arrentela até aos palcos internacionais. Ela combina as línguas crioula, portuguesa e francesa, criando uma mistura inconfundível de sons afro, R&B e pop. A sua história é marcada por uma ascensão fulminante, grandes palcos, milhões de reproduções e uma forte herança musical familiar.
A cantora portuguesa de origem cabo-verdiana Soraia Ramos numa sessão fotográfica colorida e estilizada
Característica | Detalhe |
|---|---|
Nome completo | Soraia Carina Ramos Monteiro |
Data de nascimento | 14 de setembro de 1992 |
Signo do zodíaco | Virgem |
Local de nascimento | Portugal |
Bairro de infância | Arrentela |
Concelho de infância | Seixal |
Região | Península de Setúbal (margem sul do Tejo) |
Escola primária | Escola Básica da Quinta de São João |
Onde cresceu depois | França e Suíça (Lausanne) |
Países onde viveu | Portugal, França, Suíça |
Cidades de residência atual | Lisboa e Lausanne |
Anos em 2026 | 33 |
Nacionalidade | Portuguesa, ascendência cabo-verdiana |
Origem familiar | Cabo Verde |
Línguas | Crioulo cabo-verdiano, português, francês |
Estado civil publicamente assumido | Solteira |
Descendência publicamente assumida | Nenhuma |
Irmão | Lisandro Cuxi (cantor, vencedor de The Voice França 2017) |
Tio | Rayden (autor e compositor) |
Profissão | Cantora e compositora |
Géneros principais | Kizomba, R&B, afrobeat, morna, pop |
Ativa desde | 2014 |
Começou a cantar | Por volta dos 8 anos |
Alcunha inicial no YouTube | A menina dos covers |
Editora atual | Universal Music Portugal |
Editora anterior | Klasszik (desde 2017) |
Primeira vitória profissional | Vozes da Diáspora, Suíça (2010, 1.º lugar) |
Primeiro grande palco internacional | Zénith de Paris, com C4 Pedro |
Primeiros EPs | Um Pouco de Mim e Diz-me (2014) |
Último álbum | Cocktail (outubro de 2023) |
Faixas do álbum Cocktail | 12 temas |
Streams acumulados de Cocktail | Mais de 30 milhões |
Single de maior alcance | O Nosso Amor, com Calema (2020) |
Single mais viral em visualizações | BKBN, mais de 9,2 milhões em poucos meses |
Estreia no Coliseu dos Recreios | 30 de março de 2024 |
Tournée em curso | Cocktail Tour |
Prémio internacional principal | Afrimma 2020, Best Female Artist of Central Africa |
Reconhecimento na Apple Music | Capa da playlist Africa, maio de 2022 |
Influência vocal principal | Whitney Houston |
Influência estética principal | Cesária Évora |
Causa social marcante | Missão Pijama (Operação Nariz Vermelho), 1.ª voz feminina |
Sessão fotográfica em estúdio de Soraia Ramos com as suas características tranças compridas e brincos grandes em forma de argola
Soraia Ramos como voz emergente da nova lusofonia
A música lusófona contemporânea andava à procura de um nome jovem que pegasse na kizomba, no R&B, no afrobeat, na morna e na pop e fizesse com que tudo isto coubesse num palco só. Apareceu uma miúda de Arrentela e ocupou o lugar. Sem pedir licença. A identidade dela é tão portuguesa como cabo-verdiana, e essa dupla raiz é o maior trunfo da cantora em sítios tão diferentes como Lisboa, Lausanne, Paris ou Mindelo.
Ao lado de nomes como Nelson Freitas, Calema, Carolina Deslandes ou da Cesária Évora (que continua a pesar, mesmo depois de partir), a Soraia tem identidade própria. Conversa com a tradição da diáspora e com os códigos urbanos da geração TikTok ao mesmo tempo. A Sara Tavares foi uma das referências assumidas da adolescência, e essa linhagem feminina cabo-verdiana ouve-se hoje na forma como ela cruza melodia e crioulo.
Atuação no palco de Soraia Ramos com um visual vermelho vivo e tranças presas em coques
Cantar sobretudo em crioulo, sem largar o português ou o francês, fez dela embaixadora natural da cultura cabo-verdiana junto do público lusófono mais jovem. Em Portugal, em França, na Suíça, no Luxemburgo, nos Países Baixos, no Brasil e nos Estados Unidos. A agenda dela atravessa as comunidades da diáspora com uma fidelidade rara em artistas da sua geração.
Raízes familiares e infância na margem sul do Tejo
A Soraia Carina Ramos Monteiro nasceu a 14 de setembro de 1992. Os pais são naturais de Cabo Verde e fixaram-se na margem sul do Tejo. Os primeiros treze anos da vida dela passaram-se ali, no bairro da Arrentela, na zona industrial e popular do Setúbal mais próximo de Lisboa. Foi esse sítio que lhe deu o ouvido musical.
Começou a estudar na Escola Básica da Quinta de São João. Em 2023 voltou lá, numa reportagem para o Público que rebentou nas redes. Em entrevistas, costuma recordar a janela de Arrentela de onde cantava em criança. E o nome de Sónia, uma vizinha hoje com cerca de sessenta anos, para quem repetia êxitos de Anselmo Ralph, da Sara Tavares e de Floribella. São memórias domésticas que continuam a alimentar várias das letras dela.

Soraia Ramos – Diz-Me
Aos oito anos já cantava em festas e jantares de família. A casa estava sempre cheia de música cabo-verdiana, de morna e de coladera, e o crioulo era a língua dos afetos. Foi nesse ambiente que se afirmou um instinto vocal muito antes do fim da adolescência.
Travessia entre Portugal, França e Suíça
Aos treze anos, a família emigrou para França. Foram cerca de três anos em solo francês, e o idioma transformou-se em segunda pele. Depois veio a Suíça, com Lausanne entre as cidades de referência. Este percurso explica a fluência com que hoje passa do português ao crioulo e ao francês sem hesitar. E ajuda a perceber por que razão muitas das colaborações que vieram depois envolveram artistas franceses ou francófonos.
Ela própria costuma falar de uma adolescência marcada pela distância e pela vontade de voltar. Numa entrevista recente, recordou que escrevia letras inspiradas nas memórias daquela janela de Arrentela. Esse imaginário de partida e regresso atravessa quase todo o repertório, do tema Bai ao mais recente projeto Cocktail.
Sessão fotográfica minimalista de Soraia Ramos com um traje branco, que realça as suas características tranças longas
Lisandro Cuxi e a constelação familiar
A casa Ramos é uma casa de músicos. O irmão mais novo, Lisandro Cuxi, é também cantor luso-cabo-verdiano e fez cedo currículo internacional. Em 2015, ainda adolescente, ficou em segundo lugar na segunda temporada de The Voice Kids França, com uma interpretação de Run to You, da Whitney Houston. Em 2017 venceu The Voice França.
O tio Rayden, autor e compositor com créditos em vários êxitos da casa, faz de mentor informal e tem participado na escrita das canções da sobrinha. Esta rede familiar é determinante para se perceber a maturidade técnica da Soraia. Nunca passou por casting televisivo enquanto figura central. Fez o ouvido em ambiente caseiro saturado de música. E ouve-se.
Vozes da Diáspora e o salto profissional em 2010
Em 2009, com dezassete anos, candidatou-se ao concurso suíço Vozes da Diáspora, organizado para artistas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Ficou em quarto lugar. No ano seguinte, em 2010, voltou, e ganhou. Foi o primeiro reconhecimento institucional sério e abriu portas concretas para uma carreira profissional.

Soraia Ramos – Listen / Revelação Vozes Da Diaspora Suisse
Em paralelo, ganhava notoriedade no YouTube como a menina dos covers. Gravava versões do Anselmo Ralph, da Rihanna, do C4 Pedro, do Nelson Freitas e de outros, sempre com estética caseira que contrastava com a qualidade vocal. A viragem veio com a cover de Bo Tem Mel, original do Nelson Freitas e do C4 Pedro. Em poucos meses passou as cem mil visualizações.

Soraia Ramos – BO Tem Mel Remiix (COVER)
Encontro com C4 Pedro no Zénith de Paris
O passo seguinte foi quase de filme. Depois do êxito da cover, o próprio C4 Pedro convidou-a a partilhar palco no Zénith de Paris, com mais de dez mil pessoas a olhar. Cantaram juntos o tema original. A sala respondeu como se aquela miúda já lá estivesse há anos. Foi o momento fundador da carreira pública.
A partir dali, deixou de ser promessa e passou a ser certeza. Apareceram convites para festivais, gravações em estúdios profissionais, colaborações internacionais. Em 2014 lançou os EPs Um Pouco de Mim e Diz-me, que já antecipavam a fusão entre música cabo-verdiana e pop urbana que viria a definir o trabalho.
Discografia que define uma geração lusófona
Atuação enérgica de Soraia Ramos no palco, com um fato metalizado e gestos característicos durante a canção
A discografia da Soraia Ramos é compacta, mas vem cheia de colaborações de impacto. Cobre uma década de evolução estética, dos primeiros EPs caseiros ao primeiro álbum de estúdio editado por uma major. Em 2017 assinou com a equipa de produção Klasszik, e essa parceria foi a principal razão para voltar definitivamente a Portugal. Em 2023 passou para a Universal Music Portugal, que distribuiu o Cocktail.
Ano | Título | Tipo | Editora |
|---|---|---|---|
2014 | Um Pouco de Mim | EP | Independente |
2014 | Diz-me | EP | Independente |
2018 | Bai | Single | Klasszik |
2019 | Notre Amour | Single | Klasszik |
2020 | Bu Ka Bali Nada | Single | Klasszik |
2020 | O Nosso Amor (com Calema) | Single | Klasszik / Sons em Trânsito |
2022 | BKBN | Single | Klasszik |
2022 | Nha Terra (com Nenny) | Single | Klasszik |
2022 | Trompete (com Nenny) | Single | Klasszik |
2023 | Cocktail | Álbum | Universal Music Portugal |
2024 | Singles colaborativos | Singles | Universal Music Portugal |
2025 | Novas colaborações | Singles | Universal Music Portugal |
Atenção ao single BKBN. Saiu a 14 de fevereiro de 2022, passou os 9,2 milhões de visualizações em poucos meses e ficou mais de um mês no topo das tabelas, em Portugal e no Luxemburgo. O remix Nha Terra (Pedro Cazanova Remix), publicado no mesmo ano, levou o tema para o circuito de pistas eletrónicas. E o single 1 Companhia, de 2024, prolongou a vida pública do álbum Cocktail e abriu caminho à fase seguinte.

Soraia Ramos – Nha Terra
O álbum Cocktail e o que ele representou para a artista
Cocktail saiu em outubro de 2023, com distribuição da Universal Music Portugal. Foi o primeiro álbum de estúdio dela. Em entrevistas à imprensa portuguesa, descreveu-o como um trabalho inesgotável e infindável. Os números deram-lhe razão. O disco passou os trinta milhões de streams desde o lançamento, e instalou-se entre os mais ouvidos de uma artista feminina lusófona em 2023 e 2024.
A obra cruza a tradição cabo-verdiana com a pop urbana contemporânea. Entre os destaques: Nha Terra com Nenny (videoclipe filmado em Cabo Verde), Muda em afro-drill com Apollo G, Olha Pra Nós com Carolina Deslandes, o tema-título Cocktail, Diz-me, e GBB com Zara Williams. A Cesária Évora aparece sempre como referência estética principal, e essa pegada ouve-se em vários arranjos. O alinhamento tem doze faixas, equilibradas entre baladas e temas dançáveis.

Soraia Ramos x Apollo G – Muda
Colaborações que marcam a discografia
Para se perceber a posição dela no mapa da música lusófona, ajuda olhar para as parcerias que mais contribuíram para a visibilidade. A seleção que se segue, organizada por ordem cronológica e simbólica, mostra como ela cruza universos diferentes sem perder coerência.
O Nosso Amor, com Calema (2020), kizomba pop. Abriu o caminho para o estatuto de estrela e ainda hoje é o single de maior alcance da carreira.

Soraia Ramos x Calema – O Nosso Amor
- Bai, com Lisandro Cuxi (remix oficial), afro-pop. Primeira colaboração oficial entre os dois irmãos, com forte ressonância na diáspora.
Kua Buaru, com Calema, Pérola e Manecas Costa (2021), morna contemporânea. Encontro intergeracional cabo-verdiano de peso simbólico.

Calema – Kua Buaru ft. Soraia Ramos, Pérola & Manecas Costa
- Muda, com Apollo G, afro-drill. Pegada urbana mais agressiva, sucesso imediato em playlists juvenis.
- Nha Terra, com Nenny (2022), afrobeat. Hino emocional dedicado a Cabo Verde, gravado no arquipélago.
Trompete, com Nenny, club lusófono. Confirmação da química entre as duas vozes femininas.

Soraia Ramos x Nenny – Trompete
- Olha Pra Nós, com Carolina Deslandes, pop melódica. Ponte entre o R&B cabo-verdiano e a canção portuguesa mainstream.
- Quero-te Ver Mexer, com MC Kekel, funk lusófono. Aposta no público brasileiro e na ponte com o Brasil.
I Love You Too, com Gson, R&B. Mostrou o lado mais íntimo e introspetivo.

Soraia Ramos – I Love You Too ft. Gson
- Gostu Sabi, com Gil Semedo, Calema e Mito Kaskas, coladera moderna. Tributo à tradição em modo de festa.
Libram, com Virgul, soul afro-português. Cruzamento com uma das vozes mais respeitadas em Portugal.

Soraia Ramos – Libram ft. Virgul
A noite simbólica no Coliseu dos Recreios
A 30 de março de 2024, a Soraia subiu pela primeira vez ao palco do Coliseu dos Recreios para apresentar oficialmente Cocktail. A comoção daquela noite foi difícil de medir. Poucas vozes da diáspora cabo-verdiana chegaram àquela sala de Lisboa em condições parecidas. O público respondeu enchendo a casa. As redes sociais transbordaram dias a fio com fragmentos do concerto.
O alinhamento da noite incluiu O Nosso Amor, Bai, Nha Terra, BKBN e novos temas do álbum, com cordas, secção rítmica completa e participações especiais. Foi mais do que um espetáculo. Foi um marco geracional. O Cocktail Tour prolongou-se a partir dali por 2024 e 2025, com datas em Portugal e na Europa, e o calendário consta da agenda de concertos 2025 para públicos da diáspora e nacionais.

Soraia Ramos – GBB ft. Zara Williams
Palcos e festivais que cruzaram o seu percurso
A agenda de festivais da Soraia Ramos cobre os principais palcos portugueses e várias geografias da lusofonia. Atua tanto em recintos urbanos como em festivais ao ar livre, e mantém uma presença consistente em circuitos de música popular, africana e urbana. Os palcos mais relevantes da carreira:
- Festival Iminente, em outubro de 2023, no Terreiro do Paço, com a praça em lotação esgotada.
- Sol da Caparica, onde já atuou em várias edições e que é hoje casa habitual da artista.
- Rock in Rio Lisboa, em diferentes edições, e MEO Sudoeste com noites dedicadas à música lusófona.
- Monsanto Open Air e Capitólio, em cartazes urbanos de Lisboa.
- Festas de Oeiras e Festival Marés Vivas, com forte componente popular.
- Concertos em Cabo Verde, com paragens na Praia e em Mindelo, marcados por receção emocionada do público local.
- Tournée internacional pela Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Brasil e Estados Unidos.
- Atuação no Grand Rex, em Paris, a 11 de maio de 2024, e várias passagens pela Suíça e Países Baixos.
- Concerto em Portimão e datas regulares em Setúbal, a completar a presença no sul do país.
Soraia Ramos em concertos perante uma audiência de milhares de pessoas e em retratos de estúdio
Festivais como o Afro Nation Portugal e o MEO Kalorama têm-se afirmado, em paralelo, como espaços de afirmação da música africana e da diáspora cabo-verdiana em Portugal. Cruzam-se com o tipo de público que segue a Soraia. As atuações em Lisboa têm passado pelos palcos do Capitólio, do Coliseu e por casas de espetáculo nos Olivais. A agenda de concertos 2026 inclui novas datas em concelhos como Odivelas e Loures.
Regresso a Cabo Verde e o reencontro com as origens
Cabo Verde tem um lugar central na vida dela. Cada visita ao arquipélago vira notícia. Os concertos na Praia, em Santiago, e em Mindelo, na ilha de São Vicente, atraem multidões. A receção emocional do público local nestas datas mostra o estatuto que a Soraia conquistou como voz da diáspora ligada à terra dos pais.
O artista Dino D’Santiago, também ele luso-cabo-verdiano, abriu nos últimos anos um caminho que a Soraia partilha em sentido próprio. Os dois músicos representam, em registos diferentes, a renovação criativa que a cultura cabo-verdiana atravessa em Portugal. Foi precisamente em Cabo Verde que se filmou a maior parte do videoclipe Nha Terra com Nenny, num exercício deliberado de homenagem visual à terra.
Soraia Ramos demonstra a variedade do seu estilo numa sessão fotográfica com detalhes em cores intensas
Vida pessoal longe dos holofotes
Em relação à vida privada, ela é discreta. É muito ativa no Instagram, mas escolhe com cuidado o que partilha e o que reserva para o círculo próximo. Paradoxalmente, é essa discrição que alimenta especulação nas redes sociais. Têm aparecido publicações virais a inventar ligações sentimentais a colaboradores musicais, e até a confundir a relação fraternal com Lisandro Cuxi como se fosse romântica.
Vá lá, este último ponto merece esclarecimento. Lisandro Cuxi e Soraia Ramos são irmãos biológicos. Não há qualquer ligação amorosa entre os dois, e a confusão circulou apenas porque uma parte do público descobriu os dois artistas em momentos diferentes. Para que conste: ela viveu episódios mediáticos com um antigo namorado, sem que alguma vez tenha confirmado publicamente nomes. Em 2025 dividia o tempo entre Lisboa e Lausanne, segundo registos das suas próprias publicações.

Soraia Ramos x Lisandro Cuxi – Bai
Esclarecimentos sobre maternidade, gravidez e estado civil
As perguntas mais repetidas sobre a artista, nos motores de pesquisa, são sobre a vida pessoal. Vamos arrumar isto de uma vez. A Soraia Ramos não tem filhos publicamente assumidos. Quem pesquisa se ela teria descendência só vai encontrar especulação sem confirmação oficial. Em 2025 circularam comentários nas redes sociais a sugerir que estaria grávida, mas a artista nunca confirmou a notícia. Não há registo público de um filho, nem documentação que sustente essas pesquisas.
Quanto ao estado civil, em 2026 continua a apresentar-se publicamente como solteira, sem casamento registado nem relação fixa anunciada. O canal habitual de comunicação direta com os fãs é o Instagram @soraiaramoss, com mais de um milhão de seguidores. É por aí que confirma ou desmente o que considera relevante. Aos 33 anos completos em 2026, mantém uma rotina de viagens entre Portugal, França e Suíça, e tem usado a maturidade pessoal como matéria-prima criativa.
Prémios e reconhecimentos internacionais
Soraia Ramos recebe o prémio pelos seus feitos musicais e apresenta-se com um visual de palco marcante
A carreira da Soraia Ramos foi sendo pontuada por distinções, em parte na esfera lusófona, em parte na esfera africana. O quadro abaixo concentra os marcos mais relevantes, sem entrar em listagens menores que circularam em meios locais.
Ano | Prémio ou nomeação | Categoria | Resultado |
|---|---|---|---|
2010 | Vozes da Diáspora (Suíça) | Artistas da CPLP | Vencedora (1.º lugar) |
2020 | African Muzik Magazine Awards (Afrimma) | Best Female Artist of Central Africa | Vencedora |
2022 | Apple Music (Mês de África) | Capa da playlist Africa | Primeira artista lusófona na capa |
2023 | Prémios Play | Música do Ano | Nomeada |
2024 | Prémios Play | Artista Feminina | Nomeada |
2024 | Globos de Ouro (SIC e Caras) | Música | Nomeada |
2024 | Operação Nariz Vermelho (Missão Pijama) | Tema institucional | Primeira voz feminina |
Soraia Ramos numa variedade de trajes de palco — desde atuações perante o público até sessões fotográficas com o mar como pano de fundo
O reconhecimento do Apple Music em maio de 2022 teve peso simbólico especial. Foi a primeira vez que uma artista lusófona figurou na capa da playlist Africa durante o Mês de África da plataforma. Esse passo abriu portas a uma audiência continental que vai bem para lá do circuito tradicional de língua portuguesa.
Curiosidades menos conhecidas sobre a artista
Para quem segue a música mas não conhece todos os contornos da biografia, ficam factos rápidos. Cruzámos a lista com entrevistas e materiais de imprensa, sem espaço para mitos ou rumores não confirmados.
Soraia Ramos num look casual com uma camisola desportiva e as clássicas tranças
- O irmão Lisandro Cuxi venceu o The Voice França em 2017, e o tio Rayden é autor e compositor reconhecido — a música corre na família.
- Cresceu entre três países: Portugal, França e Suíça.
- Assume Cesária Évora como referência estética e Whitney Houston como referência vocal.
- Foi a primeira artista lusófona na capa da playlist Africa do Apple Music, em maio de 2022.
- O single BKBN ultrapassou os 9,2 milhões de visualizações no YouTube em poucos meses.
- Em palco improvisa interação com o público em crioulo, mesmo perante audiências não lusófonas.

Soraia Ramos – BKBN
Presença digital e redes sociais
A vida digital da Soraia é tão ativa quanto a de palco. Aqui ficam os principais canais:
Quem procura também encontra atualizações em Bairros de Lisboa e na imprensa cultural portuguesa, onde ela é regularmente entrevistada como uma das vozes femininas mais influentes da música nacional contemporânea.

Soraia Ramos x Carolina Deslandes – Olha Pra Nós
Perguntas frequentes dos leitores
Que idade tem Soraia Ramos em 2026?
Tem 33 anos. Nasceu a 14 de setembro de 1992 e completa 34 anos em setembro de 2026.
Onde nasceu Soraia Ramos?
Nasceu em Portugal a 14 de setembro de 1992 e cresceu em Arrentela, no concelho do Seixal.
É mesmo irmã de Lisandro Cuxi?
Sim. São irmãos biológicos e ela é a mais velha. A confusão romântica que circula nas redes é infundada.
Quem é o atual namorado de Soraia Ramos?
Não tem qualquer relação confirmada publicamente em 2026. O passado mediático envolveu um antigo namorado, sem nomes confirmados.
Qual foi o primeiro álbum de Soraia Ramos?
Cocktail, editado em outubro de 2023 pela Universal Music Portugal. Antes, lançou os EPs Um Pouco de Mim e Diz-me em 2014.
Quando foi a estreia no Coliseu dos Recreios?
A 30 de março de 2024, em Lisboa, para apresentar oficialmente o álbum Cocktail.
Ganhou algum prémio internacional?
Sim. Em 2010 venceu Vozes da Diáspora na Suíça e em 2020 recebeu o African Muzik Magazine Award como Best Female Artist of Central Africa.






