Vhils
Retrato de Vhils, o artista português Alexandre Farto, na rua
Imagine um artista que chega a uma parede velha de Lisboa com martelo pneumático, ácido corrosivo e, às vezes, explosivos Alexandre Farto (Vhils) — mestre da escultura em paredes e, no final, o que resta não é destruição, mas um rosto humano de uma beleza quase desconcertante. Não é ficção científica nem performance provocatória: é a forma de trabalhar de Alexandre Farto, o artista lisboeta que o mundo inteiro passou a conhecer como Vhils. A sua história começa no Seixal, atravessa Londres, Paris e Pequim, e regressa sempre às paredes de Portugal com algo novo para dizer.
Facto | Detalhe |
|---|---|
Nome completo | Alexandre Manuel Dias Farto |
Nome artístico | Vhils |
Data de nascimento | 1987 |
Local de nascimento | Lisboa, Portugal |
Cresceu em | Seixal, Margem Sul do Tejo |
Formação | Central Saint Martins / Byam Shaw School of Art, Londres |
Vive e trabalha | Lisboa e Londres |
Estreia pública | Exposição VSP, Lisboa, 2007 |
Reconhecimento internacional | Cans Festival, Londres, 2008 (ao lado de Banksy) |
Presença global | Mais de 40 países |
Galeria em Portugal | Vera Cortês Art Agency, Lisboa |
Vhils e a sua arte urbana
Biografia de Alexandre Farto nascido no Seixal e conhecido no mundo inteiro
O Seixal dos anos 1990 era um subúrbio industrial da margem sul do Tejo, marcado por fábricas em declínio, murais políticos a desaparecer sob camadas de tinta e novos edifícios a substituir o tecido social de sempre. Foi neste ambiente que cresceu Alexandre Farto, nascido em Lisboa em 1987. Com dez anos já riscava muros; aos treze pintava paredes e comboios – primeiro em Portugal, depois pelas cidades europeias onde o graffiti tinha uma cena mais organizada.
O contexto importa. Portugal integrou a União Europeia em 1986, um ano antes do seu nascimento. A criança que viria a ser Vhils assistiu, do Seixal, à acelerada transformação urbana: cadeias de restaurantes a substituir tabernas, anúncios publicitários a cobrir murais socialistas da Revolução dos Cravos, blocos de apartamentos a apagar memórias de bairro. Esse choque entre identidade local e globalização tornou-se o tema central de toda a sua obra.

VHILS Alexandre Farto
Alexandre Manuel Dias Farto e os anos de formação académica em Londres
Depois dos primeiros anos nas ruas, Alexandre Manuel Dias Farto cruzou o Canal da Mancha para estudar na Byam Shaw School of Art e, posteriormente, no Central Saint Martins College of Art and Design, parte da University of the Arts London. A formação académica num dos centros de arte contemporânea mais exigentes do mundo deu-lhe ferramentas conceptuais para transformar uma prática de rua numa linguagem artística reconhecível internacionalmente.
Londres também foi onde percebeu que o stencil e o spray tinham limites que ele já não queria respeitar. A solução foi literal: em vez de acrescentar tinta, começou a retirar material. Surgiu assim a técnica de entalhe em baixo-relevo – esculpir paredes, cartazes e portas velhas para revelar o que estava escondido por baixo.
Alexandre Farto alias Vhils e a origem do pseudónimo
O nome “Vhils” surgiu nos anos em que Alexandre Farto frequentava o circuito do graffiti europeu. Como acontece na cultura do graffiti, o tag funciona como identidade pública – mais conhecido do que o nome próprio para quem segue o meio. Alexandre Farto, alias Vhils, manteve sempre essa dualidade: o nome oficial para o mundo das galerias e das instituições museológicas, o pseudónimo para a rua e para a comunidade que o acompanhou desde o início. Hoje, ambos convivem no mesmo plano, usados indistintamente por museus, colecionadores e fãs de arte urbana em todo o mundo.
Alexandre Farto aka Vhils e a técnica que mudou a arte de rua
Vhils em ação: o processo de criação da arte urbana
Em 2007, na exposição coletiva VSP em Lisboa, Vhils apresentou pela primeira vez ao público o projeto Scratching the Surface. A ideia era simples na formulação e radical na execução: em vez de pintar sobre uma superfície, escavar as suas camadas para revelar o que estava por baixo. Cartazes publicitários acumulados durante décadas, estuque velho, tijolos, madeira apodrecida – tudo se tornava matéria-prima para retratos de pessoas anónimas.
No ano seguinte, 2008, o trabalho chegou ao Cans Festival em Londres, organizado por Banksy. A fotografia de Vhils a criar um entalhe numa parede saiu na primeira página do jornal The Times. O agente de Banksy, Steve Lazarides, concedeu-lhe espaço adicional para trabalhar. Da noite para o dia, o artista português passou de nome conhecido no circuito underground europeu a referência obrigatória da street art mundial.
Arte urbana com explosivos, ácido e martelo pneumático
As ferramentas de Alexandre Farto (Vhils) não se encontram numa loja de belas-artes. O artista trabalha com martelos pneumáticos, cinzéis, ácido corrosivo, lixívia, fresadoras elétricas e, nos projetos de maior escala, explosivos reais. O processo começa sempre num esboço à mão, passa pela digitalização e termina na parede – onde a escultura subtrativa substitui qualquer tipo de pintura convencional.
O que torna este método particularmente poderoso é a sua imprevisibilidade controlada. Cada parede tem a sua história estratigráfica própria: diferentes cores de tinta, texturas, humidades, sedimentos. Ao remover camadas, o artista não sabe exactamente o que vai encontrar. É essa tensão entre intenção e acaso que define o resultado final – e que Vhils descreve como uma forma de arqueologia do presente.
Alexandre Farto (Vhils) – mestre da escultura em paredes
Graffiti como ponto de partida, não como destino
É um erro reduzir a carreira de Vhils ao graffiti. O graffiti foi o ponto de entrada – a prática que o pôs em contacto com o espaço urbano e com a lógica da intervenção pública. Mas a partir de 2005, a trajetória seguiu outro caminho: instalações escultóricas, gravuras em metal, explosões pirotécnicas documentadas em vídeo, colaborações com músicos e realizadores, produções teatrais. O artista não abandonou a rua; expandiu o conceito de rua para incluir museus, galerias e espaços industriais reconvertidos.
Vale a pena lembrar que Portugal tem uma longa tradição de arte na esfera pública – dos azulejos aos painéis de parede decorativos que marcam Lisboa, Porto e outras cidades. Não é por acaso que Vhils revisita essa herança em projetos recentes com azulejaria, propondo uma leitura contemporânea de uma tradição centenária portuguesa.
Alexandre Farto Vhils e as obras que ficaram na memória das cidades
Ao longo de duas décadas de carreira, Vhils acumulou um conjunto de trabalhos que marcam os espaços onde estão – e que continuam a ser procurados por quem visita as cidades onde existem.

VHILS
Pinturas e entalhes em Lisboa e no Porto
Em Lisboa, as intervenções de Vhils surgem em vários bairros históricos e em espaços de cultura reconvertidos. A LX Factory, no Alcântara, e a Fábrica do Braço de Prata, em Marvila, são dois dos locais onde o seu trabalho pode ser encontrado. No Porto, a presença é igualmente visível em murais de grande dimensão que dialogam com a arquitetura industrial da cidade.
Em 2023, o Hotel Artsys em Cascais foi inaugurado com uma fachada inteiramente desenhada por Vhils – um exemplo raro de como a arte urbana portuguesa está a entrar no mercado da hotelaria de luxo e a valorizar espaços arquitetónicos de forma direta e mensurável.
Colaborações com músicos e realizadores
O processo de trabalho de Vhils num retrato único
A dimensão musical da carreira de Vhils é menos conhecida mas igualmente significativa. O artista realizou videoclips para bandas e artistas de dimensão internacional – incluindo para os U2 –, além de trabalhar com os Orelha Negra no vídeo para a música M.I.R.I.A.M., um projeto que combinou arte urbana portuguesa com sonoridades contemporâneas. Dirigiu também curtas-metragens e duas produções de teatro, alargando a sua presença para além das artes visuais.
A escultura para a UNESCO em Paris
Em 2023, Vhils pintou um mural para a sede da UNESCO em Paris – tornando-se o primeiro trabalho de arte de rua a integrar permanentemente as paredes daquela instituição. O facto não é menor: a UNESCO é o organismo das Nações Unidas dedicado à educação, ciência e cultura, e ter um artista português como primeiro nome da street art nas suas instalações é um reconhecimento sem precedentes para a arte urbana lusófona.
Vhils (Alexandre Farto) entre museus de referência e exposições em todo o mundo
Há quem imagine que a arte urbana e os museus funcionam em mundos separados. O percurso de Vhils demonstra o contrário com clareza.

Vhils – Jose Saramago
Desde 2005, o artista apresentou o seu trabalho em mais de 40 países, em exposições individuais e coletivas, intervenções site-specific e projetos comunitários. Entre as instituições com que colaborou contam-se:
- MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa
- Centre Pompidou, Paris
- Barbican Centre, Londres
- Victoria & Albert Museum, Londres
- CAFA Art Museum, Pequim
- Palais de Tokyo, Paris
- Le Centquatre-Paris, Paris
- Museum of Contemporary Art San Diego
- Contemporary Arts Center, Cincinnati
- Hong Kong Contemporary Art Foundation
A exposição Prisma no MAAT foi um marco: pela primeira vez, Vhils apresentou uma proposta inteiramente baseada em vídeo, documentando intervenções em nove cidades – Pequim, Cincinnati, Hong Kong, Lisboa, Los Angeles, Macau, Cidade do México, Paris e Xangai. Já a mais recente exposição Selected Editions 2008–2024, patente no MUDE – Museu do Design em Lisboa até março de 2026, reuniu edições em papel, pedra, betão e faiança, cruzando técnicas manuais com processos industriais próximos do design gráfico.
Alexandre Farto (Vhils) e o mercado das edições limitadas
Uma das características que distingue Vhils de muitos artistas de arte urbana é a forma como gere a relação entre o trabalho de rua – efémero por natureza – e a produção de edições que podem ser colecionadas. Serigrafia, gravuras em metal, edições em suportes não convencionais como betão ou faiança: estas peças permitem a um público mais alargado ter acesso ao seu trabalho sem depender de viajar até às cidades onde estão os murais. A galeria Underdogs, em Lisboa, é um dos espaços onde estas edições são regularmente disponibilizadas – muitas delas esgotam em poucas horas após o lançamento.
Alexandre Farto nos países onde a sua arte faz parte da paisagem
O estilo único de Vhils na arte urbana
A dimensão internacional da obra de Vhils não é apenas uma questão de prestígio: é uma consequência direta da forma como o artista pensa o trabalho. Cada intervenção parte do contexto local – a memória das paredes, as comunidades que habitam os bairros, as tensões entre desenvolvimento urbano e identidade.
- Portugal (Lisboa, Porto, Cascais, Seixal) – onde tudo começou e onde a presença é mais densa, com murais, intervenções em espaços culturais e projetos em fachadas hoteleiras.
- Reino Unido (Londres) – cidade de formação e primeiro reconhecimento internacional; obras espalhadas por vários bairros e representação na Vera Cortês e na galeria Lazarides.
- França (Paris) – colaboração com o Centre Pompidou, o Palais de Tokyo e o Le Centquatre; mural na sede da UNESCO.
- China (Pequim, Xangai, Macau, Hong Kong) – projetos de grande escala para o CAFA Art Museum e a Hong Kong Contemporary Art Foundation.
- Estados Unidos (Nova Iorque, Los Angeles, San Diego, Cincinnati) – exposições no Museum of Contemporary Art San Diego e no Contemporary Arts Center; murais em colaboração com Shepard Fairey.
- Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo) – trabalho com comunidades em favelas do Rio; obras na LX Factory de Lisboa com referências ao contexto brasileiro.
- Austrália (Fremantle) – criação de um mural no Norfolk Hotel durante o Fremantle Street Arts Festival de 2013, representando a primeira senadora federal australiana, Dame Dorothy Tangney.
Esta lista não esgota a presença geográfica do artista, mas ilustra a lógica de um percurso que, partindo do Seixal, foi tecendo uma rede de intervenções em contextos culturais radicalmente distintos.
Art e identidade urbana na visão de Vhils sobre as cidades e as pessoas
Obra de Alexandre Farto (Vhils) em toda a casa
A pergunta que atravessa toda a obra de Vhils é, no fundo, uma só: o que fica de nós nas paredes? A resposta que o artista propõe não é nostálgica nem pessimista – é arqueológica. As cidades acumulam camadas como os seres humanos acumulam experiências. Raspar uma parede até ao fundo não é destruir: é revelar.
Este argumento tem uma dimensão política que raramente é explicitada, mas está sempre presente. As obras de Alexandre Farto retratam maioritariamente pessoas anónimas – não celebridades, não figuras de poder, mas rostos de quem habitou os bairros que estão a ser transformados. Humanizar o espaço degradado, dar rosto ao invisível: é esta a função que o artista atribui à arte urbana quando praticada com intenção.
Não é por acaso que o seu trabalho ressoa com públicos tão diferentes. Um visitante do MAAT em Lisboa, um morador do Seixal que reconhece os murais da sua infância, um colecionador em Hong Kong que adquire uma edição em faiança: todos encontram em Vhils algo que fala de como as cidades moldam – e apagam – as identidades das pessoas que nelas vivem.
Alexandre Farto (Vhils) relê os azulejos portugueses como matéria viva
Num dos movimentos mais interessantes dos últimos anos, Vhils voltou a olhar para uma das tradições mais distintivas da cultura portuguesa: o azulejo. A coleção CLAY, apresentada em paralelo com a exposição Selected Editions no MUDE, reúne trabalhos de vários artistas, designers e arquitetos que propõem releituras contemporâneas da azulejaria. A participação de Vhils neste projeto não é uma concessão decorativa – é uma extensão coerente de uma prática que sempre se interessou pelos materiais com história acumulada.
Vhils (Alexandre Farto) em frente às suas obras na galeria
O azulejo português tem séculos de presença nos espaços públicos e privados do país. As suas superfícies guardam memória, resistem ao tempo, dialogam com a arquitetura. São, em suma, o equivalente estático do que Vhils faz dinamicamente nas paredes: suportes que revelam a relação entre cultura, tempo e lugar.
Alexandre Farto aka Vhils entre os seus pares internacionais e as raízes portuguesas
Perceber Vhils implica perceber o contexto cultural de que emerge. Na cena da arte urbana internacional, o seu nome é frequentemente mencionado ao lado de Banksy, Shepard Fairey e JR – artistas que partilham a crença de que o espaço público é um território legítimo para a expressão artística e o debate político. Com Shepard Fairey, Vhils colaborou em murais em Lisboa e em Los Angeles, incluindo American Dreamers, criado em 2019 por ocasião da exposição individual Annihilation na galeria Over the Influence.
Mas Vhils tem também raízes na arte portuguesa mais ampla. A influência da Revolução dos Cravos de 1974 – que encheu as paredes de Portugal de murais políticos que depois foram apagados pelo tempo e pela publicidade – é um substrato que ele próprio reconhece. O Seixal da sua infância era literalmente uma palimpsesto visual: camadas de história política e social sobrepostas nas mesmas superfícies que ele depois aprendeu a esculpir.
Se quiser explorar outros criadores portugueses que trabalham entre a cultura popular e a expressão artística de maior dimensão, pode também ler a nossa entrevista com Victoria Guerra, atriz que representa uma geração de artistas portugueses com projeção internacional crescente.
Técnica de Vhils: o processo de criação de um retrato de rua
Vhils Alexandre Farto nas redes sociais e no espaço digital
A presença digital de Vhils é cuidada e consistente – o que não é óbvio num artista cuja obra existe, na maioria dos casos, em superfícies físicas e efémeras. O site oficial vhils.com documenta o arquivo completo do trabalho, desde os primeiros anos até às intervenções mais recentes. As redes sociais funcionam como diário visual de trabalho: processos em curso, lançamentos de edições, colaborações e intervenções em diferentes países.
- Instagram: @vhils – o canal mais ativo, com documentação fotográfica e vídeo do processo criativo
- Facebook: Vhils Aka Alexandre Farto – página oficial com atualizações de exposições e lançamentos de edições
- Site oficial: vhils.com – arquivo completo, biografia, projetos e galeria de obras
A galeria Underdogs, em Lisboa, é também um ponto de contacto privilegiado para quem quer acompanhar os lançamentos de edições limitadas em Portugal.
Alexandre Farto e o impacto na arte urbana portuguesa
Portugal não tinha, antes de Vhils, um artista de arte urbana com este nível de reconhecimento institucional internacional. O seu percurso abriu caminho para uma geração de criadores que hoje trabalham entre a rua e o museu sem sentir que existe uma contradição entre os dois espaços.
O evento No Art Lisbon, dedicado à arte urbana e às novas tendências visuais na capital portuguesa, é um bom exemplo de como este ecossistema cresceu nos últimos anos – e Vhils é, sem dúvida, uma das referências que tornaram Lisboa num destino reconhecido para quem acompanha a arte de rua a nível global.

Vhils em destaque: Lisboa relembra duas décadas de arte do “arqueólogo urbano” de Portugal
Numa escala mais ampla, a ligação entre arte urbana e turismo cultural em Portugal tornou-se um argumento económico relevante. Murais em bairros de Lisboa atraem visitantes, geram conteúdo nas redes sociais e contribuem para a valorização de zonas que, de outro modo, permaneceriam fora dos roteiros. A fachada do Hotel Artsys em Cascais – desenhada por Vhils em 2023 – é um exemplo concreto desta convergência entre criação artística e valor comercial mensurável.
Alexandre Farto (Vhils) visto por quem acompanhou a sua carreira desde o início
A galerista Vera Cortês, que acompanha o artista desde 2004 – quando ele ainda era um jovem sem exposição institucional –, descreveu a decisão de apostar nele como um risco calculado. Do ponto de vista de Vhils, encontrar uma galeria que "respeitasse o trabalho" e não o empurrasse para a produção de telas foi determinante para o desenvolvimento de uma carreira que se recusou a seguir os caminhos mais fáceis.
A relação com o Victoria & Albert Museum em Londres, com o Centre Pompidou em Paris ou com o MAAT em Lisboa não surgiu de forma instantânea: foi o resultado de uma construção consistente ao longo de duas décadas, em que cada projeto alargou o âmbito do anterior sem abandonar os princípios que definem a sua linguagem.
Há, neste percurso, uma lição mais geral sobre como se constrói uma carreira artística com impacto duradouro: partindo de um contexto específico (o Seixal, os anos 1990, a transformação urbana acelerada de Portugal), trabalhando com rigor técnico numa linguagem própria, e mantendo uma coerência conceptual que permite ao trabalho ressoar em contextos culturais muito diferentes.
Perguntas frequentes sobre Vhils
Quem é Alexandre Farto?
Alexandre Farto é um artista visual português nascido em Lisboa em 1987, internacionalmente reconhecido pelo pseudónimo Vhils. É conhecido pela sua técnica de entalhe em baixo-relevo em paredes e outros materiais urbanos, usando ferramentas não convencionais como martelos pneumáticos, ácido e explosivos.
Onde estudou Vhils?
Estudou na Byam Shaw School of Art e no Central Saint Martins College of Art and Design, ambos em Londres, integrados na University of the Arts London.
Qual foi o primeiro grande reconhecimento internacional de Vhils?
Em 2008, participou no Cans Festival em Londres, organizado por Banksy. A fotografia do seu trabalho numa parede da cidade saiu na primeira página do jornal The Times, projetando-o internacionalmente.
Onde se podem ver obras de Vhils em Portugal?
Em Lisboa, na LX Factory, na Fábrica do Braço de Prata (Marvila), no MAAT e através da galeria Vera Cortês. Em Cascais, a fachada do Hotel Artsys foi desenhada por Vhils em 2023. No Porto existem também murais de grande dimensão.
Vhils trabalha com outras disciplinas além da arte visual?
Sim. Dirigiu videoclips (incluindo para os U2), curtas-metragens, produções de teatro e projetos de colaboração musical, incluindo com os Orelha Negra. Tem também uma linha de edições colecionáveis em suportes como papel, metal, pedra, betão e faiança.






