Henrique Monteiro
Henrique Monteiro é um jornalista português conhecido como diretor de sucesso do projeto de mídia Expresso, comentarista político, romancista e ativista social. Ele é um representante da “velha guarda” da imprensa portuguesa, com uma carreira que se estende por mais de quatro décadas. Atualmente, continua a trabalhar na área da comunicação social como comentarista.
Quem é Henrique Monteiro: jornalista, comentador político e editor
Henrique Monteiro é um conhecido jornalista português, cuja carreira atingiu o auge como diretor do semanário Expresso e do grupo de comunicação social Impresa. Além dos cargos de gestão, é conhecido como intelectual, escritor, autor de romances, bem como cofundador do “Clube Liberal de Esquerda” e membro do conselho coordenador da SEDES.
Sob o pseudónimo de Comendador Marques de Correia Monteiro, publicou durante décadas crónicas satíricas populares. A sua obra literária inclui romances e estudos históricos. No total, publicou seis livros, dos quais duas crónicas e três romances, bem como uma obra de grande envergadura sobre os discursos políticos mais marcantes da humanidade.
Hoje, continua a ser um colunista de destaque do Expresso e um comentador político de renome na televisão portuguesa.
Nome completo | Henrique Manuel Baptista da Costa Monteiro |
|---|---|
Data de nascimento, idade | 1 de setembro de 1956, 69 anos |
Local de nascimento | Lisboa, Portugal |
Nacionalidade | |
Atividade | Editor, jornalista, colunista, autor de livros, romancista, ativista social |
Estado civil | Casado e tem duas filhas de casamentos anteriores |
Características | É membro do Grande Oriente Lusitano-Português da Maçonaria através da loja “Convergência” |
Biografia Henrique Monteiro
Henrique Manuel Baptista da Costa Monteiro nasceu a 1 de setembro de 1956 em Lisboa, embora a sua família seja originária do distrito de Viseu.
Henrique Monteiro estudou no prestigiado Colégio Moderno de Lisboa. Posteriormente, ingressou na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em História. Segundo ele próprio, na juventude tinha ideias maoístas, o que estava relacionado com o seu protesto contra a guerra colonial e o regime então vigente em Portugal.
Henrique Monteiro é maçom
Em 2022, Henrique Monteiro confirmou publicamente que é maçom. Numa entrevista com Francisco Pinto Balsemão no podcast Deixar o Mundo Melhor, ele explica que na maçonaria se discutem “coisas utópicas e muito maçónicas...”.
Monteiro observou que, para ele, a maçonaria é um espaço para debates intelectuais sobre “a arte de morrer”, a conexão entre as pessoas e as ideias utópicas do humanismo. Ele descreve os maçons como “pessoas boas”, embora reconheça que, como em qualquer grande grupo, pode haver diferentes personalidades.
Monteiro afirma:
Somos pessoas boas. Existem alguns vigaristas, mas onde não existem?
Enrique acredita que os valores maçônicos, como a cadeia de união, ajudam no desenvolvimento interior do ser humano.
Henrique Monteiro – figura da velha guarda da imprensa portuguesa
Carreira
A carreira profissional de Henrique Monteiro no jornalismo começou em 1979.
- O seu primeiro emprego foi no jornal Voz do Povo.
- Na década de 1980, trabalhou nas publicações Notícias da Tarde, Jornal de Notícias e O Jornal.
- Em 1989, juntou-se à equipa de um dos semanários mais influentes de Portugal, o Expresso. Passou de editor da secção “Sociedade” a diretor-adjunto e, em 2006, tornou-se diretor da publicação, cargo que ocupou até 2011.
- Em janeiro de 2018, após a venda das revistas do grupo, ele concordou em deixar a Impresa, continuando a colaborar com o Expresso.
- Hoje, continua a ser uma figura emblemática do grupo de comunicação social Impresa, é colunista do Expresso e comentador político no canal de televisão SIC Notícias e na Rádio Renascença.
- Foi também membro da direção da União dos Jornalistas durante a presidência de José Pedro Castanheira e membro do Conselho Geral dessa união.
Numa entrevista em vídeo, Henrique Monteiro fala detalhadamente sobre a sua carreira, as suas opiniões políticas e a sua participação na maçonaria, o que ajuda a compreender melhor a sua imagem pública e o seu percurso profissional.

Henrique Monteiro
Henrique Monteiro diretor do Expresso
O período em que Henrique Monteiro dirigiu o semanário Expresso (2006-2011) é considerado uma das épocas mais dinâmicas e complexas da história desta publicação. Foi um período marcado não só por vicissitudes políticas em Portugal, mas também por uma crise global dos meios de comunicação impressos, que tiveram de se adaptar rapidamente à era digital.
Enrique Monteiro assumiu a direção do Expresso em janeiro de 2006, substituindo o lendário José António Sarraiva, que dirigiu o jornal por mais de 20 anos. Para Monteiro, foi um desafio manter a autoridade do “jornal da elite portuguesa” e, ao mesmo tempo, renovar a sua estrutura. A sua nomeação foi um sinal para a modernização interna, uma vez que tinha a reputação de ser um jornalista com um profundo conhecimento tanto da política internacional como dos processos sociais no país.
Uma das principais realizações de Henrique Monteiro foi a transformação digital. Foi durante a sua direção que foi criada uma redação integrada, onde os jornalistas trabalhavam simultaneamente na versão impressa e no conteúdo online. O site Expresso começou a desenvolver-se ativamente, passando de um «arquivo digital» a um meio de comunicação diário popular e completo.
A propósito, o mandato de Monteiro coincidiu com o período do governo socialista de José Sócrates. No entanto, foi sob a liderança de Monteiro que o Expresso se consolidou como o principal “controlador do poder”. O jornal conduzia investigações de grande repercussão e publicava críticas contundentes ao governo, o que muitas vezes levava a relações tensas com as autoridades. Monteiro conseguiu manter a reputação da publicação como uma plataforma independente, onde a honestidade intelectual era colocada acima das simpatias políticas.
Em 2008, o seu papel ampliou-se: ele tornou-se editor de todo o grupo Impresa Publishing. Isso significava que, além do Expresso, ele supervisionava publicações importantes como:
- Exame (economia);
- Courrier International (revista internacional);
- Intelligente Life (projeto conjunto com a revista britânica The Economist). Isso permitiu-lhe criar sinergias entre diferentes marcas e reforçar a posição do grupo no mercado.

Henrique Monteiro, director do Expresso - Os jornais não vão acabar
Em janeiro de 2011, Monteiro deixou o cargo de diretor, passando-o para o seu adjunto, Ricardo Costa. No entanto, ele não saiu do ramo da mídia, mas passou para o nível estratégico – tornou-se administrador do grupo Impresa e diretor editorial de novas plataformas. Sua experiência foi utilizada para desenvolver novos modelos de negócios em um mundo onde o conteúdo pago na internet se tornava uma necessidade.
Atividade literária Henrique Monteiro
Henrique Monteiro combina com sucesso a atividade jornalística com a escrita. Se nos jornais ele registra a história instantânea do mundo, nos livros ele mergulha na existência humana, na memória, nas raízes, nas escolhas morais e na ironia. A sua prosa se destaca pela intelectualidade, pela combinação de memórias pessoais com grandes acontecimentos históricos de Portugal e do mundo.
- A manifestação mais marcante do talento satírico de Monteiro é o seu pseudónimo Comendador Marques de Correia.
Sob esse nome, ele publicou semanalmente, durante 33 anos (de 1990 a 2023), as “Cartas abertas” nas páginas do semanário Expresso. Estas crónicas tornaram-se um fenómeno cultural. O Comendador é uma personagem fictícia, conservadora, um pouco arrogante, mas extremamente perspicaz, que se dirige a políticos, celebridades e pessoas comuns. Através desta personagem, Monteiro ridicularizava os defeitos da sociedade portuguesa, o absurdo da burocracia e a estupidez humana, mantendo ao mesmo tempo uma forma literária requintada.
Enrique Monteiro também é conhecido como romancista e autor de livros populares em Portugal. Aqui estão algumas das suas obras mais emblemáticas.
- O romance de estreia Papel Pardo foi publicado em 2002.
A história gira em torno da busca pela identidade. O protagonista tenta desvendar os mistérios do passado da sua família, o que o leva a atravessar diferentes épocas da história portuguesa. O autor analisa como o passado (simbolizado pelo papel de embrulho antigo) influencia o presente. É um livro sobre o silêncio que é transmitido de geração em geração e sobre a importância de conhecer a sua verdadeira história para seguir em frente.
- O romance épico Toda uma Vida (2010) abrange os momentos-chave da história de Portugal no século XX através da vida de uma pessoa.
O romance conduz o leitor através da era da ditadura do Estado Novo, das guerras coloniais em África, da Revolução das Carniceiras de 1974 e da transição para a democracia. Neste livro, Monteiro mostra habilmente como o “pequeno homem” vive a “grande história”. É um livro sobre resiliência, adaptação e como os sonhos pessoais muitas vezes se desfazem ou se transformam sob a pressão das circunstâncias políticas.
- O romance O Repórter do Kiribati, mais próximo da atividade profissional do autor, que combina literatura de viagem e ficção, foi publicado em 2013.
São reflexões sobre o fim do mundo (no sentido literal e figurado), sobre a ética do jornalismo e a busca por um lugar “puro”, não corrompido pela globalização. A ilha torna-se uma metáfora da solidão humana e da última esperança. O protagonista é um jornalista experiente, cansado do cinismo da política e da mídia europeias. Ele parte para Kiribati, um distante país insular no Oceano Pacífico, ameaçado de desaparecer devido ao aumento do nível do mar.
- Além dos romances, é importante mencionar Grandes Discursos da História (2017).
Nesta obra fundamental, Monteiro atuou não como romancista, mas como historiador e analista. Ele reuniu e comentou os discursos mais notáveis da humanidade – de Sócrates aos líderes contemporâneos – explicando como as palavras são capazes de mudar o curso da civilização.
Henrique Monteiro como escritor: obras, temas e estilo literário
Atividade social Henrique Monteiro
A atividade de Henrique Monteiro vai muito além do jornalismo e da escrita. Ele é uma das figuras-chave do centrismo português contemporâneo. O seu percurso é a evolução clássica de um intelectual que, na juventude, passou por um período de fascínio pelas ideias de esquerda, mas que mais tarde passou a defender os valores liberais.
Em 1984, Henrique Monteiro, juntamente com um grupo de pensadores semelhantes, entre os quais João Carlos Espada, José Manuel Fernandes (futuro fundador do jornal Público), José Pacheco Pereira e Manuel Villaverde Cabral, fundou o Clube de Esquerda Liberal. Foi um acontecimento marcante para Portugal, que apenas 10 anos antes tinha saído de uma ditadura. O clube tornou-se uma plataforma para intelectuais que queriam combinar a justiça social (valores de esquerda) com as liberdades e a economia de mercado (liberalismo). Este grupo ajudou a intelectualidade portuguesa a afastar-se dos dogmas marxistas rígidos em direção à social-democracia europeia e ao liberalismo moderno.
Mais tarde, Monteiro e os seus colegas fundaram o Clube Alexis de Tocqueville, em homenagem ao famoso pensador francês. O clube concentrou-se no estudo da democracia, da sociedade civil e da limitação da intervenção estatal.
Em 2021, Henrique Monteiro juntou-se à direção da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Socioeconómico), o mais antigo e prestigiado “centro de reflexão” de Portugal, fundado em 1970.
Atualmente, é membro do Conselho Coordenador, liderado por Álvaro Beléza.
Na SEDES, Monteiro dedica-se ao desenvolvimento de reformas estratégicas para Portugal. A sua experiência como jornalista e historiador ajuda a formular propostas para a modernização da economia, da saúde e da administração pública.
Vida pessoal
Pouco se sabe sobre a vida pessoal do jornalista e escritor Henrique Monteiro. Ele evita deliberadamente a atenção excessiva à sua família, considerando que a privacidade é uma condição necessária para manter a tranquilidade na vida privada.
No entanto, sabe-se que Henrique Monteiro é casado e tem duas filhas, nascidas de casamentos diferentes. Ele não revela os nomes delas, mas já enfatizou várias vezes que a paternidade se tornou mais importante para ele do que qualquer conquista profissional.
No podcast Deixar o Mundo Melhor (2022), ele salientou que o papel de pai é muito mais importante para ele do que a direção do Expresso. Ele procura educar as filhas no espírito do pensamento crítico e da liberdade – valores que ele próprio professa como jornalista e figura pública.
A família vive em Lisboa, mas o jornalista tem uma profunda ligação com o interior – as suas raízes familiares são do município de Vila Nova de Paiva, na região de Viseu. Ele passa muito tempo no campo, onde encontra paz e recarrega as energias após o trabalho intenso na capital.
Conclusão
Henrique Monteiro passou de jovem jornalista em pequenas publicações a diretor de um dos jornais mais influentes de Portugal. A sua direção no Expresso tornou-se um símbolo da transição da imprensa tradicional para a era digital, e os seus artigos continuam a moldar a opinião pública no país.
Redes sociais
FAQ
O que diz a Wikipédia sobre Henrique Monteiro?
A Wikipédia portuguesa indica que Henrique Monteiro é um conhecido jornalista e escritor português. Também é ex-diretor-geral do semanário Expresso (2006-2010). Autor de romances e crónicas satíricas sob o pseudónimo Comendador Marques de Correia. Membro do conselho da SEDES.
Qual é a relação entre Nuno Rogerio e Henrique Monteiro?
Ambos são analistas de destaque do grupo de comunicação social Impresa. Colaboram há décadas no jornal Expresso e são comentadores políticos regulares no canal de televisão SIC Notícias. Ambos são considerados intelectuais de renome em Portugal em questões de política e estratégia internacional.
Onde fica a Rua Henrique Monteiro, 154, Pinheiros, em São Paulo?
A Rua Henrique Monteiro, 154, está localizada no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, Brasil. Trata-se de uma área comercial e residencial de prestígio, conhecida pelos seus modernos edifícios de escritórios, restaurantes e espaços culturais
Edifício Santa Filomena está localizado próximo às principais vias de transporte do bairro de Pinheiros. Este local é frequentemente associado a centros de negócios, coworkings e empresas que atuam na área de tecnologia e comunicação.






